Dicas de radiologia

Informação profissional

  
  
  

Ressonância Magnética (Parte 2)

Fonte: Telemedicina Morsch

Vantagens da ressonância magnética

Uma das principais vantagens desse exame é o fato de não utilizar radiação ionizante. O paciente é colocado dentro de um aparelho semelhante a um tubo e, em seguida, o técnico responsável pela realização da ressonância ativa a emissão de ondas de rádio, que percorrem a parte do corpo escolhida para o exame, mapeando-a.

Para que esse mapeamento seja correto, o paciente precisa ficar imobilizado, pois um deslocamento de apenas 3 milímetros pode inutilizar completamente o procedimento.

Como é feita uma ressonância?

Em linhas gerais, a execução da ressonância magnética costuma durar cerca de 15 minutos e não provoca nenhum tipo de dor. Alguns pacientes podem sentir desconforto por ficarem em um espaço fechado e sem poder se mover.

No horário marcado o paciente é preparado, colocando um avental do serviço, feito perguntas sobre uso de próteses metálicas, uso de marcapasso, medo de lugares fechados, medicamentos que usa, cirurgias prévias, motivo do exame.

Após assinar um termo de consentimento ele é levado para a sala de exame, é deitado na mesa do exame que leva para o interior do aparelho.

Durante a execução dos cortes com emissão de ondas de rádio ocorre a formação de um barulho alto, incomodativo, por isso é colocado um protetor de ouvido e junto com a mão do paciente fica um dispositivo para chamar e técnico no caso de algum desconforto.

Durante todo o tempo o técnico que fica numa sala ao lado monitorando se comunica com o paciente por meio de um interfone e presta toda a ajuda necessária para reduzir ao máximo o desconforto do paciente.

Após a finalização do exame o paciente é conduzido para a sala de vestir, se troca e é liberado, orientado para pegar o resultado do exame depois de 3 dias a 1 semana.

Neste momento entra a telemedicina. Se a Clínica de radiologia contratar os serviços de telemedicina, consegue liberar o exame em até 30 minutos ou imediatamente nas urgências. Ajudando o paciente a fazer o diagnóstico rápido e reduzindo os custos para a Clínica de radiologia.

Indicações da ressonância

Ela pode ser solicitada em diversas situações:

1-Diagnosticar esclerose múltipla 
2-Diagnosticar tumores na glândula pituitária e no cérebro 
3-Diagnosticar infecções no cérebro, medula espinal ou articulações 
4-Visualizar ligamentos rompidos no pulso, joelho e tornozelo 
5-Visualizar lesões no ombro 
6-Diagnosticar tendinite 
7-Avaliar massas nos tecidos macios do corpo 
8-Avaliar tumores ósseos, cistos e hérnias de disco na coluna 
9-Diagnosticar derrames em seus estágios iniciais 

A telemedicina é bastante útil quando o paciente precisa de uma ressonância com resultado rápido feito por um radiologista especialista em uma determinada área do corpo, pois pode ser realizada em qualquer lugar.

Quando a clínica ou o hospital não contam com um especialista para avaliar as imagens e emitir o laudo, elas podem ser enviadas para um médico de outra cidade, estado e até país, para que sejam analisadas à distância, usando uma plataforma de Telemedicina.

Por conta disso, a telemedicina representa um avanço ainda maior da tecnologia usada a serviço da saúde. Graças a ela, locais mais retirados, nos quais o corpo clínico dos centros de saúde é mais limitado,  podem contar com exames precisos e detalhados como a ressonância, recebendo os laudos médicos em poucas horas, sem que o paciente precise se deslocar para centros maiores.

Ressonância Magnética (Parte 1)

Fonte: Telemedicina Morsch

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Os exames de diagnóstico por imagem, como raios-X, tomografia e ressonância magnética, possibilitaram que os médicos tivessem uma visibilidade com mais definição das estruturas internas dos órgãos.

Condições patológicas antes nem imaginadas que acomete cada paciente, agora esclarecidas, garantindo, por consequência, tratamentos mais eficientes. A redução da mortalidade é nítida para quem tem acesso ao exame.

A medicina evolui junto com a tecnologia, isso permite o constante lançamento de novos exames com mais qualidade e menos risco para os pacientes.

Atualmente, com a telemedicina, eles ganham um alcance ainda maior. Vamos acompanhar nesse artigo tudo sobre o exame e seus benefícios.

O que é Ressonância Magnética?

ressonância magnética é um exame de diagnóstico por imagem que consegue criar imagens de alta definição dos órgãos internos através da utilização de campo magnético.

A agitação das moléculas gerada pelo campo é captada pelo aparelho e transferido para um computador que foi preparado com uma série de fórmulas matemáticas e com isso, o resultado dos cálculos é decodificado em imagem, sem prejuízo ao paciente.

ressonância magnética não utiliza radiação ioniazante, porém uma vez que o aparelho tem um potente campo magnético é preciso tomar cuidado para não utilizar elementos metálicos durante o exame como: jóias, objetos metálicos, maquiagem e placas utilizadas por ortopedistas para fixação dos ossos ou até mesmo marcapassos mais antigos.

História da ressonância magnética

As primeiras pesquisas envolvendo a ressonância magnética foram publicadas na década de 50, especialmente por dois grupos de pesquisadores que trabalhavam separadamente. Um deles era liderado por Felix Bloch, na Universidade de Stanford, e o outro era comandado por Edward Purcell, em Harvard.

Os dois estudiosos ganharam o Prêmio Nobel de Física em 1952, reconhecidos pela descoberta de que o núcleo atômico, realizando um movimento de rotação em uma faixa de radiofrequência, é capaz de emitir um sinal detectável por um receptor de rádio.

Com base nesse princípio, a ressonância magnética, cujo nome completo é ressonância nuclear magnética, funciona por meio da criação de um campo magnético e de ondas de radiofrequência que atravessam o corpo do paciente, ao captar as ondas é possível obter informações detalhadas a respeito de órgãos e tecidos internos, tudo isso com imagens de alta definição.

Esse exame foi realizado pela primeira vez em 3 de julho de 1977, mas levou cinco horas para que uma imagem fosse finalmente gerada. E mesmo assim, sua qualidade era bastante baixa, especialmente se comparada às que são obtidas hoje em dia.

 

A importância da mamografia

Fonte: http://www.pfizer.com.br/

A mamografia é um tipo específico de radiografia das mamas capaz de revelar a existência de sinais precoces do câncer de mama, antes mesmo que as lesões sejam palpáveis. O exame também pode ajudar a verificar a necessidade de tratamentos intensivos para os tumores e na conservação da mama, caso seja necessária uma cirurgia.

O exame de mamografia é realizado com um mamógrafo (aparelho de raio X), onde a mama é comprimida de forma a oferecer imagens de alta qualidade para um melhor diagnóstico. A compressão das mamas é necessária para que o exame seja efetivo, e o eventual  desconforto que pode gerar é totalmente suportável.

Detecção precoce do câncer de mama pela mamografia

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o segundo mais recorrente e o que mais causa a morte de mulheres no país. A detecção precoce é a chave para o tratamento bem-sucedido e a mamografia é a melhor forma de descobrir o câncer de mama antes que seja detectável pelo exame clínico.

O autoexame não é suficiente para detecção do câncer de mama

Embora o autoexame seja importante, ele não ajuda no diagnóstico precoce da doença. Isso porque um tumor na mama só é detectável no autoexame quando não está mais em estágio inicial.

Além disso, alterações nas mamas também podem ser causadas por outros fatores, como envelhecimento, menopausa, mudanças hormonais durante ciclos menstruais ou por conta da ingestão de pílulas anticoncepcionais, o que pode confundir as mulheres.

Então, caso uma mulher encontre alguma anormalidade nos seus seios, ela deve consultar o médico o mais rápido possível e realizar a mamografia.

O efeito da radioterapia sobre a qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço

Fonte: SAWADA, N. O. ; ZAGO, M. M. F. . O efeito da radioterapia sobre a qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 52, p. 323-329, 2006.

A radioterapia, como um dos tratamentos para o câncer de cabeça e pescoço, constitui-se numa modalidade terapêutica que utiliza as radiações ionizantes no combate a neoplasias, com o objetivo de atingir células malignas, impedindo a sua multiplicação por mitose e/ou determinando a morte celular. O tratamento radioterápico pode ser utilizado com a intenção curativa ou paliativa e o esquema de aplicação dependerá da dose total calculada e da avaliação do radioterapêuta.
Fisher et al. ressaltam que a radioterapia é considerada a primeira modalidade de tratamento nos cânceres de cabeça e pescoço e pode ser utilizada como o único tratamento ou em combinação com a cirurgia e quimioterapia. A literatura mostra que a taxa das doses de radiação entre 22,2 e 54 Gy causam danos no parênquima das glândulas salivares, causando fibrose e diminuição da secreção.
Este efeito está relacionado à dose de radiação e pode ser permanente , resultando em xerostomia pós-radiação. De acordo com o trabalho de Cooper et al., a cabeça e o pescoço são regiões complexas compostas por uma série de estruturas não similares que respondem de forma diferente à radiação, tais como: revestimento mucoso, pele, tecidos subcutâneos, tecido glandular salivar, dentes , ossos e cartilagem. Injúrias agudas produzidas pela radioterapia são observadas em vários desses tecidos, tais como: mucosite, diminuição do paladar, xerostomia e descamação da pele. Efeitos tardios podem ocorrer, tais como: ulceração da mucosa, lesões vasculares, atrofia dos tecidos, perda ou mudança do paladar, fibrose, edema, necrose dos tecidos moles, perda de dentes , diminuição do fluxo de saliva, osteonecrose e condrionecrose.
Os efeitos agudos e tardios da radioterapia causam desconfortos aos pacientes que dificultam ou limitam as suas atividades normais. Vários estudos sobre qualidade de vida, em pacientes com câncer, em tratamento quimioterápico e radioterápico, têm avaliado os efeitos colaterais do tratamento e auxiliado no
planejamento de intervenções para diminuir, tanto o estresse físico quanto o psicológico para uma melhor reabilitação.
Com o intuito de levantar a influência desses efeitos na qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça
e pescoço, propomos esse trabalho que tem como objetivo avaliar os efeitos colaterais da radioterapia, nos
pacientes com câncer de cabeça e pescoço, e sua influência na qualidade de vida, por meio de instrumentos específicos.
 ***
As pesquisas que avaliam a qualidade de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço têm crescido, nas duas últimas décadas, em decorrência dos avanços tecnológicos no tratamento que têm aumentado a sobrevida. Os resultados do tratamento, sob o ponto de vista do paciente, têm auxiliado no planejamento do processo de reabilitação. Portanto, investigar os efeitos da radioterapia na qualidade de vida do paciente com câncer de cabeça e pescoço é de extrema relevância. Este estudo permitiu-nos levantar quais os principais efeitos colaterais da radioterapia, sua influência na qualidade de vida e descobrir que os domínios físicos mais afetados estão relacionados à produção de saliva e problemas na alimentação, além dos aspectos emocionais
como depressão e ansiedade.
Dessa forma, reiteramos a necessidade dos profissionais da saúde estarem atentos a esses aspectos, atuando com medidas preventivas para amenizar os efeitos colaterais da radioterapia fornecendo informações sobre o tratamento, considerarando os desconfortos e orientando medidas para aliviá-los, além de promover suporte para reduzir a ansiedade e depressão, a fim de promover melhor enfrentamento desses pacientes ao tratamento.
Sugerimos estudos futuros que avaliem a qualidade de vida em diferentes momentos do tratamento radioterápico, por acreditarmos que os efeitos colaterais dependem da dose de radiação e que os mesmos se diferenciam e podem ser amenizados ao longo do tempo.

Outubro rosa

Fonte: http://outubrorosa.org.br

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

Cada ano vem aumentando a adesão ao movimento mundial “Outubro Rosa”, que visa chamar atenção, diretamente, para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Aqui estão reunidas desde as primeiras iniciativas, até as que atualmente manifestam-se no mundo.

O objetivo deste site é divulgar, de modo simples e verdadeiro, todas as contribuições de vários segmentos da sociedade em relação a esta ação mundial, que embeleza com seu tom rosa, nas mais diversas nuances, monumentos e locais históricos, no sentido de nos mostrar, de modo belo e feminino, a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres em todo o mundo.

O importante é, na realidade, focar este sério assunto nos 12 meses do ano, já que a doença é implacável e se faz presente não só no mês de outubro. No entanto, este mês é representativo para a causa, tornando-se especial e destacado dos demais.

Ninguém é dono desta iniciativa. Simplesmente desejamos contar a história como ela é, respeitando aqueles que, muitas vezes de modo anônimo, prestaram a sua homenagem e manifestaram seu acolhimento à causa

Atenção, Raio-X: entrada restrita. E para quem trabalha lá dentro?

Fonte: http://segurancaocupacionales.com.br/

Por Emily Sobral

Já fiz, durante a vida, inúmeros exames de radiografia, que a gente chamava de “tirar uma chapa”. Como se vê, ao contar esse detalhe, entrego minha idade. Nos prontos socorros, por vezes, os médicos solicitavam o exame para que pudessem dar o diagnóstico sobre meus sintomas físicos. Enquanto aguardava minha vez, costumava ler na sala de espera as placas informando que grávidas devem evitar submeter-se ao Raio-X, por causa da radiação, o que pode prejudicar o bebê em formação. Ali sentada, imaginava: e se a mulher fizer o exame e não souber que está grávida? O que pode acontecer? As especulações duravam o tempo suficiente até a chegada da minha vez ao exame.

Agora, que escrevo diariamente sobre saúde e segurança do trabalho, penso um pouco mais: como deve ser a prevenção do técnico de radiologia, que todos os dias trabalha e fica exposto às radiações ionizantes, ainda que indiretamente? Finalmente, chego ao ponto da proteção radiológica dos trabalhadores, que interessa aos leitores deste blog. Inicialmente, as instituições de assistência à saúde devem informar por escrito aos técnicos de radiologia os valores de dose que, por segurança, devem ser inferiores a 20 mSV (mili Sievert) ao ano. O Sievert  é uma  unidade usada para medir o impacto da radiação sob o corpo humano.  O  prefixo micro está relacionado a uma parte por milhão (1/1.000.000). Nessa faixa de exposição radiológica, não há indicação  para proteger o trabalhador. Também os efeitos cumulativos, nessa faixa de 20 mSV, não causam consequências à saúde. Segundo a legislação, 24 horas semanais deve ser a carga horária de trabalho do técnico. A proteção mais efetiva é a distância da fonte de emissão da radiação. Um aparelho de Raios-X portátil, por exemplo, dentro de uma UTI, em uma distância de 2,5 metros do ser humano, equivale a um biombo de chumbo. As técnicas radiográficas com baixos valores de mAs (miliampère) e s (tempo) reduzem o risco de irradiação aos trabalhadores. Outra maneira de blindagem é por meio de aventais de chumbo ou biombos. O mais adequado à proteção dos técnicos é a utilização de colimadores (instrumento a laser) para a limitação do feixe de Raios-X.

Quanto aos equipamentos de proteção individual, os essenciais são os aventais de chumbo, protetores de tireoide e óculos com equivalência em chumbo. Esses EPIs fornecem uma proteção de 90% em relação à radiação dispersada. Entretanto, todos os anos, os EPIs precisam ser submetidos a teste de totalidade, com a aplicação de Raios-X. Se houver deformação na manta de proteção, o EPI deve ser substituído. A fluoroscopia é indicada para verificar o avental. Em caso de não haver esse recurso, pode-se realizar o teste com o aparelho de Raios-X convencional. Ao numerar os aventais e indicar o local em que são utilizados, a gestão de segurança fica facilitada.

Ainda quanto à prevenção dos riscos, os dosimetros termoluminescentes (TLD) devem ser usados para checar a dose recebida pelo trabalhador.

Entretanto, a prevenção dos riscos aos técnicos de radiologia chama-se treinamento. Periodicamente, as equipes devem ser atualizadas sobre os protocolos de segurança. A calibração dos equipamentos também é importante, já que reduz a repetição do exame. Com relação à ampla gama de equipamentos radiológicos, aí destaco os mamógrafos, a aplicação de testes de controle de qualidade é primordial para que se opere com baixas doses de radiação. As normas de proteção radiológica da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trouxeram resultados positivos. Assim, ações como a obrigatoriedade de se fazer levantamentos radiométricos nas salas vizinhas às radiológicas, testes de controle de qualidade dos equipamentos, testes de radiação de fuga das ampolas de Raios-X têm possibilitado maior segurança aos trabalhadores e pacientes. Infelizmente, há ainda no País muitas clínicas ortopédicas que utilizam Raios-X, mas não mantêm condições apropriadas à segurança dos profissionais. Nestas, estou fora, não “tiro chapa” de jeito nenhum.

Quimioterapia vs Radioterapia

Fonte: http://www.hipolabor.com.br/

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Ao se depararem com um diagnóstico de câncer, os principais tipos de tratamento indicados pelos médicos aos pacientes são a radioterapia e a quimioterapia. Cada um deles utilizado de acordo com as características do tipo de câncer ou tumor, do estágio da doença e do organismo de cada paciente.

Apesar dos nomes muito conhecidos, nem todo mundo conhece as diferenças entre esses dois tratamentos. Por isso, no artigo de hoje vamos explicar melhor sobre cada um deles, suas principais características, como agem no organismo e quais são seus efeitos. Acompanhe!

Radioterapia

Esse é o principal tratamento utilizado em casos onde não há metástase, ou seja, quando o tumor não se espalhou para outras partes do corpo e a doença não chegou à sua fase avançada.

A radioterapia é um método local/regional, feito através de aplicação de radiações ionizantes diretamente no local do tumor, na intenção de erradicar as células tumorais e impedir que elas se reproduzam.

A resposta dos tecidos à radiação varia de acordo com uma série de fatores, como a sensibilidade do tumor, a sua localização e oxigenação. A quantidade de radiação e o tempo de sua administração também são relevantes. Geralmente, a dose total a ser administrada precisa ser fracionada em doses diárias para evitar possíveis danos às células circunvizinhas ao tumor.

Finalidades

O tratamento pode ser radical (curativo), remissivo, profilático, paliativo ou ablativo, sendo considerado bastante eficaz na maioria dos casos, com desaparecimento do tumor, controle da evolução da doença ou mesmo cura total.

Efeitos

Na maioria dos casos, os efeitos das radiações são bem tolerados, mas alguns efeitos colaterais podem ser observados, como cansaço, perda de apetite, dificuldade na ingestão de alimentos e reações na pele como coceira, vermelhidão, irritação ou queimaduras.

Quimioterapia

Esse método utiliza compostos químicos no tratamento da doença, que são aplicados para se misturarem à corrente sanguínea do paciente e destruir células doentes, responsáveis pela formação de tumores, e impedir que elas se espalhem pelo restante do corpo.

A administração dos quimioterápicos pode ser feita de várias formas:

  • Via oral: cápsulas, comprimidos ou líquidos ingeridos pela boca.
  • Intravenosa: injeções aplicadas diretamente na veia ou através de um cateter.
  • Intramuscular: injeções aplicadas no músculo.
  • Subcutânea: injeções aplicadas debaixo da pele.
  • Intracraneal: aplicação no líquor (líquido da espinha dorsal).
  • Tópica: pomada ou líquido aplicada sobre a pele ou mucosa da região afetada.

Finalidades

O tratamento de quimioterapia pode ter diferentes finalidades, como curativa, paliativa, adjuvante, neoadjuvante ou prévia.

Geralmente são utilizadas várias drogas combinadas, com o objetivo de atingir populações celulares de diferentes fases do ciclo celular. Vale ressaltar que os quimioterápicos não atuam apenas nas células tumorais, mas também nas normais. A diferença é que as últimas se renovam constantemente e se recuperam, o que é observado para se definir a periodicidade dos ciclos de administração.

Efeitos

O paciente em tratamento quimioterápico pode manter suas atividades e seguir sua rotina diária, mas alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer, como fraqueza, tonteiras e enjoos.

A escolha do tratamento mais adequado depende do estado de saúde do paciente, estágio da doença, a extensão do tumor e sua localização. Em alguns casos, há uma combinação de métodos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Curiosidade: dia da radiologia

Fonte: http://www.sonitec.com.br/

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No dia 8 de novembro é comemorado o Dia Internacional da Radiologia – um dia muito importante na história da medicina. Nessa data, em 1895, o Dr. Wilhelm Conrad Roentgen descobriu os Raios-X, primeiro passo para que se pudesse chegar às imagens médicas modernas e à radioterapia.

A especialidade diagnóstico por imagem analisa imagens obtidas por intermédio de várias fontes de energia e também realiza procedimentos, não só para visualizar o corpo humano com objetivos diagnósticos, mas também para efetuar tratamento em algumas ocasiões e, assim, tem papel importante na saúde de todos os grupos populacionais. É utilizada também para acompanhar a evolução de uma doença durante ou após o tratamento. É uma área muito complexa e, dependendo do contexto, necessita do envolvimento, além do radiologista, de outros profissionais como físicos, engenheiros bionédicos e técnicos.

As imagens médicas são cruciais em todos os campos da medicina e em todos os niveis de cuidados da saúde, tanto na saúde pública e na medicina preventiva como na medicina curativa, pois decisões eficazes dependem de diagnóstico correto. Embora em muitas situações a avaliação clínica possa ser suficiente para o diagnóstico e a instituição do tratamento, o uso da imagem médica é essencial na confirmação e documentação da evolução da doença, bem como na avaliação da resposta ao tratamento.

O uso dos métodos de imagem contribuiu extraordinariamente para o progresso da medicina e tem mostrado importância direta na redução do número de mortes em pacientes com câncer e em pacientes hospitalizados. Estudos mostram que pessoas com acesso a exames de imagem vivem mais do que as que não têm. Exames de imagem também reduzem o número de cirurgias invasivas, internações hospitalares desnecessárias e tempo de permanência hospitalar, reduzindo também custos.

Você sabia que por trás de cada exame de imagem tem um médico cuidando de você? Mesmo que você não o veja, ele está lá, orientando o profissional técnico que executa o exame, verificando a indicação clínica, cuidando para que o exame realizado esteja adequado tecnicamente e depois fazendo sua interpretação ou leitura.

Esse profissional é o médico radiologista ou especialista em diagnóstico por imagem que tem na sua formação profissional os seis anos de medicina e depois cerca de 4 anos de especialização para então estar capacitado a interpretar corretamente as imagens das radiografias simples ou contrastadas, mamografias, densitometrias ósseas, tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas, etc.

Embora em outros países como os EUA, por exemplo, os exames de ultrassonografia sejam também executados por técnicos e depois interpretados pelo especialista em diagnóstico por imagem, no Brasil os exames são realizados pelo médico especialista. Talvez seja esse o único momento em que você tenha um maior contato com ele. Mas apesar disso, ele está sempre lá, envolvido nos outros tipos de exame.

Agora que se aproxima o Dia Internacional da Radiologia, comemorado no dia 8 de novembro, a Sonitec deseja que os especialistas em diagnóstico por imagem, estas figuras quase invisíveis, possam receber de cada uma das pessoas às quais dedicam tantos anos de estudo e complexa formação, um gesto carinhoso de reconhecimento.

Técnico de Enfermagem

Sobre a profissão

O técnico de enfermagem é responsável por auxiliar o enfermeiro nas ações de promoção, reabilitação, prevenção e recuperação de saúde coletiva ou individual. Além disso, trabalha trabalha tanto em hospitais quanto em clínicas médicas e laboratórios de exames.

Mercado de trabalho

O profissional pode trabalhar tanto em hospitais quanto em clínicas médicas e laboratórios de exames.

A rotina do trabalho

O técnico de enfermagem é responsável por auxiliar o enfermeiro em procedimentos simples, como medição de pressão arterial, diabetes, coletas básicas e afins. Suas funções também são auxiliares no processo de recuperação, como troca de curativos e aplicações simples de medicamentos.

O profissional também precisa realizar check-list diário dos materiais, equipamentos e medicamentos do local onde trabalha, seguindo os padrões, auxiliar a equipe de saúde nos gestos básicos de suporte a vida, auxiliar a equipe nas imobilizações e transporte de vítimas, realizar medidas de reanimação cardiorrespiratória básica e colaborar com médicos e enfermeiros.

Radioterapia

Fonte: http://www.inca.gov.br

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A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.

As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.

A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.

Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.

Radiossensibilidade e radiocurabilidade
A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. Depende fundamentalmente da sua origem celular, do seu grau de diferenciação, da oxigenação e da forma clínica de apresentação. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. Entretanto, alguns se disseminam independentemente do controle local; outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais, que esta impede a aplicação da dose de erradicação. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais, mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais.

Indicações da radioterapia
Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional, pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. Em combinação com a cirurgia, poderá ser pré-, per- ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes, durante ou logo após a quimioterapia.

A radioterapia pode ser radical (ou curativa), quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando se trata a doença em fase subclínica, isto é, não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão, como, por exemplo, o ovário, para se obter a castração actínica.

Fontes de energia e suas aplicações
São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são usados como fontes externas, mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento.

Os isótopos radioativos (cobalto, césio, irídio etc.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos, agulhas, fios, sementes ou placas e geram radiações, habitualmente gama, de diferentes energias, dependendo do elemento radioativo empregado. São aplicados, na maior parte das vezes, de forma intersticial ou intracavitária, constituindo-se na radioterapia cirúrgica, também conhecida por braquiterapia.

Efeitos adversos da radioterapia
Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.

Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios.

Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as mucosas dos tratos digestivo, urinário e genital, e a medula óssea. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são bem tolerados e reversíveis.

Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados.

Todos os tecidos podem ser afetados, em graus variados, pelas radiações. Normalmente, os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.