Dicas de radiologia

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7 mitos e verdades relacionados aos exames de raios X

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/medicina-e-psicologia/57699-confira-7-mitos-e-verdades-relacionados-aos-exames-de-raios-x.htm

Você já deve ter ouvido aquele papo de que os exames de raios X são superperigosos e que podem nos levar a desenvolver vários problemas de saúde, incluindo o câncer. No entanto, até onde essas histórias não passam de mitos e até onde elas são verdadeiras? Pois o especialista em radiologia Hugo Rosin nos enviou uma série de informações sobre o tema, que vão ajudar a tirar todas as suas dúvidas de uma vez por todas.

De acordo com Hugo, é comum que as pessoas sintam curiosidade pela radiologia, especialmente devido ao fato de os profissionais empregarem equipamentos que utilizam os raios X e raios gama para a produção de exames médicos. Quem descobriu essa “ferramenta” foi o físico alemão Wilhelm Röntgen, que, em 1895, produziu radiação eletromagnética nos mesmos comprimentos de onda que as emitidas pelos raios X pela primeira vez.

Funcionamento

Só para você entender melhor, de acordo com o pessoal do site how stuff works (http://science.howstuffworks.com/innovation/everyday-innovations/question18.htm) , basicamente, os aparelhos de raios X funcionam como máquinas fotográficas que, em vez de utilizar a luz para expor o filme, empregam os… raios X! Contudo, embora essa radiação também se apresente na forma de ondas magnéticas — como a luz —, ela é mais energética e, portanto, é capaz de penetrar vários materiais com diferente intensidade.

É por essa razão que é possível observar — e distinguir — diferentes estruturas que existem no nosso corpo, ou seja, porque os músculos, a gordura, os ossos e outros órgãos são capazes de absorver os raios X em níveis diferentes.

Evolução

Da descoberta dos raios X para cá, o uso desse tipo de radiação deixou de ser apenas uma forma de gerar imagens do corpo humano e se transformou em uma importante ferramenta. A tecnologia auxilia os profissionais da saúde a planejar as diferentes etapas e procedimentos para que os resultados finais dos tratamentos sejam mais rápidos e precisos.

Contudo, apesar da importância dos raios X, existe muito temor com respeito aos possíveis efeitos colaterais provocados pela exposição durante os exames, mesmo os de rotina. E é aqui que o Hugo entra em cena para nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas comuns. Confira:

1 – As salas de exame oferecem risco de contaminação aos pacientes?

Você já se perguntou se as salas onde os exames de raios X são realizados não absorvem parte da radiação, apresentando perigo de contaminação para quem entra lá? Afinal, como é que vamos saber se o ambiente não se torna carregado depois de tantos exames? Pois segundo Hugo, quando se trata de raios X de diagnóstico, esse risco não existe, já que o tipo de radiação produzida pelos equipamentos é a eletromagnética.

Isso significa que, depois que o aparelho é desligado da tomada, ele deixa de emitir radiação. Contudo, isso não pode ser dito de equipamentos de radioterapia e medicina nuclear, pois essas máquinas contam com elementos radioativos em seu interior.

2 – E se existirem espelhos na sala de exames, eles podem desviar os raios X?

De acordo com Hugo, apesar de os raios X terem comportamento de onda — assim como a luz — em determinadas situações, eles não podem ser refletidos por espelhos, já que esses objetos apenas refletem a luz visível, que é uma onda com comprimento superior à dos raios X.

3 – As grávidas realmente devem evitar os exames de raios X?

Existe a crença de que as gestantes não devem — em hipótese alguma — fazer radiografias, mesmo as realizadas rotineiramente por dentistas, já que o feto estaria suscetível à radiação. Pois, conforme explicou Hugo, as grávidas podem se submeter a radiografias, desde que a região do útero fique protegida adequadamente com uma daquelas vestimentas revestidas de chumbo para proteger o bebê.

Segundo disse, cabe ao médico ou dentista avaliar os riscos, ou seja, determinar se o risco de realizar o exame radiográfico é menor do que o risco de não diagnosticar corretamente qualquer problema que também possa comprometer a saúde da mãe e do bebê. Entretanto, Hugo salienta que a exposição aos raios X, mesmo quando necessária, é desaconselhada durante o primeiro trimestre de gravidez.

4 – E os exames de ressonância magnética e ultrassom, também emitem radiação?

Na verdade, nenhum dos dois exames emite radiação. A ressonância magnética permite a obtenção de imagens por meio da emissão de um forte campo magnético — não radioativo — que ativa as moléculas de hidrogênio presentes na água e posteriormente capta a energia magnética liberada por essas moléculas.

Já o ultrassom captura imagens através da reflexão de ondas acústicas — imperceptíveis ao ouvido humano — que são emitidas por um transdutor, ou seja, por aquela parte do aparelho que fica em contato com o paciente.

5 – A atividade de radiologistas e técnicos pode ser considerada de risco?

Muita gente acredita que o excesso de radiação pode causar infertilidade e estimular o surgimento de células cancerígenas, e que, portanto, os profissionais que atuam diretamente com equipamentos de radiologia estariam mais expostos aos riscos. Pois essa crença não está completamente equivocada, já que os efeitos da radiação são cumulativos sobre as células dos seres vivos, e muitas doenças podem surgir devido à exposição acima dos níveis tolerados.

No entanto, de acordo com Hugo, graças à evolução dos equipamentos de raios X e das técnicas de radioproteção, atualmente esse risco se tornou extremamente baixo. Além disso, o profissional da área conta com vantagens extras por conta dos riscos à sua saúde, como tempo de aposentadoria reduzido e benefícios salariais como insalubridade e periculosidade.

6 – E os exames realizados na região da cabeça, oferecem mais perigos?

Conforme explicou Hugo, toda exposição aos raios X oferece riscos, como o de desenvolvimento de algum tipo de câncer. Contudo, normalmente o benefício do diagnóstico é superior a qualquer dano provocado, justificando a realização do exame. Além disso, dependendo da intensidade e duração da exposição, os danos são reversíveis.

É verdade que a exposição prolongada aos raios X pode provocar vermelhidão na pele e queimaduras, assim como morte celular e mutações genéticas. Contudo, os exames odontológicos e de face empregam doses de radiação relativamente baixas e, conforme Hugo explicou anteriormente, se o benefício diagnóstico for maior, então não existem restrições nesse sentido.

7 – As máquinas de raios X dos aeroportos podem apagar ou danificar cartões de memória?

De acordo com Hugo, essa crença não passa de um mito. Segundo disse, os dados gravados em cartões de memória são mídias magnéticas e, portanto, não podem ser alteradas pelas ondas dos raios X.

Aliás, o pessoal do Tecmundo também derrubou esse mito em uma matéria, explicando que a intensidade da radiação emitida pelas máquinas de raios X dos aeroportos é tão pequena que não é suficiente para danificar equipamentos eletrônicos ou o conteúdo gravado em cartões de memória e discos rígidos.

 

 

Hemodinâmica, a Radiologia Intervencionista

Fonte: http://radiologiainfoco.blogspot.com.br/2013/12/hemodinamica-radiologia-intervencionista.html

Na Antiguidade, há milhares de anos, os médicos utilizavam sanguessugas para tratar de seus pacientes. O tempo passou: novas técnicas, equipamentos e tecnologias foram surgindo, facilitando o trabalho desses profissionais e garantindo uma vida mais longa para todos nós.

Mesmo com tudo o que já descobrimos a ciência não pára de trabalhar para ampliar ainda mais os horizontes da Medicina. E, dentre essas maravilhosas inovações, uma das mais impressionantes e com maior variedade de aplicações possíveis é a radiologia intervencionista, especialidade médica que, através de tubos finíssimos e de aparelhos de imagens, consegue atuar no interior de nosso corpo de forma nunca antes imaginada.

Essa especialidade diferencia-se por ser minimamente invasiva – em outras palavras, utiliza-se de cortes muito pequenos para inserir, nas veias e artérias, minúsculos cateteres, stents, molas ou agulhas para realizar procedimentos e fazer diagnósticos em diversas partes do corpo. Muitas vezes, como alternativa às cirurgias complexas, que exigem grandes cortes e anestesia mais profunda, profissional radiologista intervencionista, atua de forma menos invasiva. Os procedimentos são realizados com auxílio de um método de imagem, que pode ser o ultra-som, a tomografia computadorizada, a angiografia por subtração digital e a radioscopia, equipamento de alta resolução de imagem capaz de subtrair as imagens de osso vísceras, propiciando imagem apenas dos vasos sanguíneos e, em alguns equipamentos, a reconstrução em três dimensões e até imagens do interior do vaso.

ÚTERO

A embolização de mioma uterino é um dos procedimentos mais comuns da radiologia intervencionista. Mioma é um tipo de tumor benigno que surge na parede do útero, bastante recorrente em mulheres na faixa de 30 a 40 anos.

A embolização é a injeção de minúsculas partículas que bloqueiam o fluxo sanguíneo que alimenta o mioma, fazendo-o regredir e solucionando o problema com um grau de sucesso entre 85% a 95% dos casos. Este tratamento pode ser uma alternativa efetiva à cirurgia tradicional, na qual é retirado o mioma (miomectomia) ou todo o útero (histerectomia). Na embolização, a anestesia é local e o tempo de recuperação é menor. O retorno às atividades profissionais e pessoais é rápido.

ARTÉRIAS E VEIAS VASOS

A radiologia intervencionista conhecida como vascular envolve todos os procedimentos que utilizam artérias e veias como via de acesso para que o catéter chegue ao órgão doente. Porém, em se tratando das próprias veias e artérias, a técnica também tem muito a oferecer, principalmente no tratamento de embolia de pulmão e varicocele. Também são realizados, por meio dessa especialidade, procedimentos para reabrir ou ampliar vasos sangüíneos obstruídos, como no caso de arteriosclerose (endurecimento das artérias) e aneurisma de aorta abdominal e torácico, além da dilatação das artérias carótidas e vertebrais que levam o sangue ao cérebro. O fechamento da passagem de sangue pode levar à perda de membros, derrame cerebral ou comprometimento de órgãos vitais por ocorrência de infartos, derrames e aneurismas. A técnica também possibilita a abertura de um acesso venoso central, recomendado para pacientes que fazem tratamento de hemodiálise ou quimioterapia. Um tubo é inserido pela pele, obtendo-se um acesso simples e indolor para medicações ou coleta sanguínea, livrando o paciente da irritação e desconforto de repetitivas picadas.

CÂNCER

Para pacientes com câncer, a radiologia intervencionista é uma aliada cada vez mais importante tanto na biópsia quanto no tratamento mais rápido, seguro e indolor. Segundo o oncologista Dr. Valdir Furtado, a técnica pode ser utilizada quando o câncer não tem indicação cirúrgica, e principalmente nos casos de câncer de pulmão, mama, ovários, testículos, linfomas e leucemias.

Para alguns tipos de tumores, a quimioembolização é a técnica de tratamento indicada. Pelo catéter, é injetada uma combinação de medicações quimioterápicas para eliminar as células cancerígenas, seguida de pequenas partículas para bloquear as artérias que alimentam o tumor. Este procedimento não significa a cura, mas estudos mostram que em 70% dos casos reduz as lesões, as dores, melhora a qualidade de vida e pode aumentar a sobrevida. A quimioembolização permite evitar ou atenuar os efeitos colaterais das drogas, como quedas de cabelo, náuseas e vômitos. Outra alternativa para o tratamento dos tumores de fígado é a radioablação, realizada através da inserção de uma agulha pela parede do fígado. Esta é ligada a uma fonte geradora de radiofrequência que faz com que o tumor seja integralmente destruido através de uma energia semelhante ao forno de microondas.

CÉREBRO

Em relação à neurologia, a radiologia intervencionista volta-se para o diagnóstico e tratamento de doenças do cérebro, cabeça e pescoço, por meio de um catéter que viaja dentro do corpo através dos vasos sanguíneos. No tratamento de aneurisma cerebral, o catéter chega até o local e serve de condutor para fios muito finos de metal (as micro-molas de platina) que ocupam toda a área e isolam o aneurisma, impedindo a entrada do sangue e o rompimento da lesão, solucionando o problema sem a necessidade de cirurgia. A técnica é chamada de embolização de aneurisma cerebral.

FÍGADO

Um tipo de tumor de fígado, chamado carcinoma hepatocelular, comumente associado à cirrose e ao vírus da hepatite C, tem entre as indicações específicas de tratamento a ablação por radiofreqüência. O método consiste na introdução de uma agulha que chega ao tumor e conduz uma onda de radiofreqüência, “queimando” e destruindo células afetadas pelo câncer. Todo o procedimento é guiado por imagens geradas através de aparelhos de utra-som, tomografia computadorizada. O shunt intra-hepático porto-sistêmico, conhecido no meio médico através da sigla em inglês “tips” e realizável por poucos profissionais radiologistas intervencionistas em nosso país, também é muito comum e cria uma comunicação entre duas veias dentro do fígado, fazendo com que o estado de hipertensão dentro do sistema venoso da veia porta(veia que leva sangue ao fígado), comum em pacientes com cirrose hepática, seja descomprimido. Coloca-se um stent (tubo metálico) para garantir uma maior durabilidade deste procedimento. Outro procedimento intervencionista a drenagem biliar, em que um cateter é colocado através da pele do interior do fígado para drenar a bile. A necessidade deste procedimento é em geral devido a uma obstrução dos dutos biliares, responsáveis pelo carregamento da bile do fígado ao intestino e que, quando ocorre, leva o paciente a um quadro de indisposição e coceira (prurido) intenso, com perda significativa da qualidade de vida.

COLUNA

Na área ortopédica, a radiologia intervencionista trata principalmente dores na coluna vertebral, um dos males que mais atinge homens e mulheres em todo o mundo. Um exemplo no qual este método se aplica com alta taxa de sucesso (em torno de 80% a 90% dos casos) é no tratamento de vértebras fraturadas ou fraturas associadas a doenças como a osteoporose. Para estes pacientes, a indicação mais adequada é a vertebroplastia percutânea, um procedimento que utiliza cimento ortopédico injetado diretamente na vértebra que apresenta a lesão, criando um bloco sólido que dá sustentação e elimina dores, mesmo em pacientes muito idosos e com quadro avançado de osteoporose. A volta às atividades normais, após a intervenção, pode ser feita em dois ou três dias, acelerando não só a recuperação física como também melhorando a disposição psicológica dos pacientes, que retomam a independência e a funcionalidade dos movimentos.

Esses são apenas alguns exemplos de todos os benefícios que a radiologia intervencionista tem a oferecer. Sem dúvida, essa especialidade torna-se, a cada dia, mais relevante na medicina, envolvendo mais de cinquenta tipos diferentes de procedimentos por todo o corpo, com as mais diversas finalidades. A melhoria constante nos equipamentos angiográficos e nos materiais possibilita, cada vez mais, o tratamento de doenças de forma menos agressiva para o paciente. “A radiologia intervencionista não é mais um diferencial nos hospitais, mas sim uma necessidade. A interdependência das várias especialidades médicas com a radiologia intervencionista chega ao ponto de tornar um fator de risco adicional a não-existência deste serviço”, considera o Dr. Corvello. Um futuro brilhante nos espera.

 

Breve história da radiologia

Fonte: http://mpscloud.com.br/2016/11/08/breve-historia-da-radiologia-e-a-importancia-da-radiologia-digital/

A tecnologia está em toda parte e é bem provável que você esteja lendo esse texto de um celular, tablet ou afins. A era digital nos possibilitou grandes avanços e isso trouxe grandes melhorias, principalmente para área da saúde, pois permitiu que houvesse mais assertividade.

A busca por inovações tecnológicas sempre moveu o homem. Os irmãos Lumière, são um grande exemplo. Para quem não conhece, os irmãos Lumiére eram filhos do Antoine Lumière, dono de uma fabrica de películas fotográficas.

Eles são os criadores do cinematógrafo, que captava imagens em movimento e as projetava, mas ao criar esse produto, que seria conhecido mais tarde como cinema, porém quando começaram os irmãos tinham apenas a vontade de filmar as operações que os médicos realizam.

O único objetivo em mente era de ter uma forma de registrar as operações médicas, para que os próprios médicos analisassem e que jovens médicos tivessem a oportunidade de aprender, puramente científico.

 

Assim como o físico Alemão Wihelm Conrad, que em 1895 fez a descoberta experimental do raio-X.

A DESCOBERTA

Em 1895, no seu laboratório, em Würzburg, tinha acabado de descobrir uma forma de reproduzir em uma chapa fotográfica aquilo que era invisível aos olhos.

Durante sete semanas ficou desenvolvendo e fazendo o teste, até que no dia 22 dezembro, ele fez a primeira radiografia em sua própria esposa.

O físico Wihelm usou filmes fotográficos para o raio-x da sua esposa, porém, para que funcionasse, ele teve que expor ela a uma radiação durante 15 minutos.

Não demorou muito e a descoberta foi exposta em público.

Dia 28 de dezembro de 1895 a descoberta do raio-x foi apresentada ao mundo, e um ano depois o primeiro raio-x foi feito no brasil.

PRIMEIROS PROBLEMAS

Você deve saber que nós, meros mortais, não podemos ficar expostos a alto índices de radiação. Mesmo depois de 121 anos, a dúvida sobre os efeitos colaterais que a exposição constante pode causar gera medo e receio em algumas pessoas.

Entretanto, em 1895 não existia nenhuma preocupação e cuidados na exposição aos raios, até o momento em que começaram a aparecer casos de vermelhidão cutânea, parestesias, queda de pelos, infecção, descamações e dor.

CASO VANDERBIT

Um professor da Universidade de Vanderbit, fez uma experiência com um decano, fazendo uma radiografia do crânio, porém três semanas depois o cabelo do decano caiu.

No começo houve dúvidas se a culpa era realmente do raio-x, porém novos casos começaram a aparecer, até que em 1904 morre Clarence Dally, devido a várias queimaduras e uma série de amputações.

PRIMEIROS PASSOS DA RADIOLOGIA DIGITAL

Apesar dos problemas que surgiram no caminho, era impossível não reconhecer os grandes avanços que a radiologia poderia trazer para o crescimento da medicina e as vidas que poderiam ser salvas.

Em pouco tempo, logo depois do lançamento, o raio-x foi incorporado na medicina, o que deu origem a laboratórios especializados em radiologia médica, porém a necessidade de integrar os laboratórios de raio-x, com os hospitais, fez com que essa migração acontecesse mais rápido do que esperado.

Com essa união, houve uma imensa importância para desenvolvimento de profissionais especializados.

Apesar do avanço que o surgimento do raio-x trouxe, era necessário repensar algumas coisas como: regulamentação, prevenções e  profissionais capacitado. Tudo para evitar novos problemas.

A PROFISSÃO

Demorou um tempo para a radiologia ganhar sua independência como profissão. No início foi integrado na grade curricular de medicina a forma de utilizar o raio-x e como diagnosticar.

GRANDE MUDANÇA

Em 1970 houve uma grande mudança na forma de diagnóstico por imagem, quando Hounsfield junto com sua equipe desenvolveu o primeiro tomógrafo computadorizado que construía imagens e permitia uma imagem mais limpa, livres de borrões.

Esse avanço abriu um novo precedente para a radiologia digital que partiu em busca de imagens cada vez mais precisa.

RADIOLOGIA CONVENCIONAL X DIGITAL

A transição da convencional para digital ainda está em andamento, porém já é possível ver que a cada dia a radiologia convencional vem perdendo espaço para a radiologia digital.

Antes usava-se chapas de raio-x para obter as imagens, porém os gastos com essas chapas são altos, e na sua maioria são descartados de forma errada e ainda pode contaminar o solo.

Hoje, em muitas clínicas, esse procedimento se tornou obsoleto e é usado em casos específicos, pois a radiologia digital permitiu que essas chapas fossem substituídas por imagens computadorizadas e em alta resolução.

PONTOS IMPORTANTES QUE A RADIOLOGIA DIGITAL TROUXE.

  • Equipamentos digitais, com segurança e qualidade, não só para o paciente, mas também para o profissional que ficava muito exposto à radiação.
  • Redução nos exames de raio-x feito pelo paciente.
  • Diagnóstico preciso e rápido.
  • Surgimento de softwares que auxiliam o radiologista como:
  1. Exames online;
  2. Laudo a distância;
  3. Armazenamento em nuvem;
  4. Entre outros.

Existem muitos outros fatores que foram importantes para radiologia.

CONCLUSÃO

Podemos dizer que no ano de 1895 mudou a forma não só de diagnosticar, mas de fazer medicina, hoje além das cirurgias serem gravadas, as câmeras também auxiliam nos procedimentos cirúrgicos, ampliando a visibilidade do médico.

Já as radiografias, estão cada vez mais detalhistas e em alta qualidade, melhorando a leitura das imagens e ações mais eficazes para diagnosticar rapidamente a situação do paciente.

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Principais modalidades de diagnóstico por imagem

Fonte: http://radiologia.blog.br/diagnostico-por-imagem/diagnostico-por-imagem-conheca-as-7-principais-modalidades

Tomografia Computadorizada

A tomografia computadorizada (TC) é uma tecnologia que utiliza radiação ionizante dos Raios-X para produzir imagens transversais do objeto de estudo. Os dados obtidos no exame são processados por um software que os transforma em imagens com 2 e 3 dimensões.

Considerado um dos maiores avanços desde a descoberta dos Raios-X, hoje a TC é indispensável para um serviço médico. Sendo assim, é disciplina fundamental para a formação do profissional.

Ressonância Magnética

A ressonância magnética (RMM)

é um procedimento que utiliza a radiação não ionizante de radiofrequência em conjunto com o magnetismo.

A tecnologia do aparelho de RM permite utilizar o campo magnético e a radiofrequência para estimular a movimentação de átomos de hidrogênio (abundantes no corpo), nesta movimentação são criados sinais eletromagnéticos e sob a leitura do aparelho, estes sinais são convertidos em imagens. Com diversas técnicas e protocolos a RM é aplicada para o estudo dos músculos, encéfalo, articulações, sistema cardiovascular e entre outros sistemas.

Mamografia

A mamografia é uma área que estuda a anatomia e a fisiologia do tecido mamário, a tecnologia utilizada no aparelho é a aplicação dos Raios-X, sendo diferenciado por conter um elemento químico chamado Molibdênio (Mo), este permite a produção de imagens com um contraste melhor do que o utilizado na radiografia comum, a importância desta alteração é devido à anatomia da mama. Com densidades de tecidos semelhantes, a imagem radiográfica da mama deve possuir qualidade de contraste suficiente para um diagnóstico preciso.

A Mamografia é considerada o exame mais importante no prognóstico e diagnóstico precoce do Câncer de Mama, o câncer que lidera os obtidos em mulheres.

Densitometria Óssea

A densitometria óssea (DO) utiliza um equipamento denominado Densitômetro Ósseo, este equipamento utiliza os Raios-X em baixas quantidades em conjunto com um computador, sua funcionalidade é quantificar a densidade mineral óssea.

No exame, o paciente é avaliado se há perda de massa óssea, nesta avaliação computadorizada são obtidos dados que determinam o risco do paciente suscetível a fraturas. A DO é aplicada para o diagnóstico por imagem e acompanhamento da Osteoporose.

Radiologia Veterinária

A radiografia veterinária estuda vários animais, desde os de pequeno porte, como roedores e pássaros pequenos, como os de grande porte, como cavalos e animais selvagens, como tigres por exemplo. Os procedimentos mais utilizados nos animais são a Radiografia e a Tomografia Computadorizada, para que o exame seja realizado sem dificuldades, os pacientes (animais) são imobilizados com diferentes tipos técnicas de contenção, em casos de pacientes mais agitados é necessária utilizar a sedação.

Radiologia Odontológica

A radiografia odontológica é aplicada em consultórios de odontologia, fundamental para a implantodontia, ortodontia, periodontia e buço-maxilo-facial, os equipamentos dentro da modalidade são a Radiografia Panorâmica, Radiografia Periapical e Tomografia Computadorizada Cone bean.

Além do aprendizado das técnicas de tomada de imagens, a formação profissional exige também conhecimento em Biossegurança, devido ao contato do profissional a mucosa bucal dos pacientes.

Radiologia Geral

A Radiologia Geral é a definição da utilização dos Raios-X em técnicas que incluem produção de imagens em películas radiográficas e imagens digitais, os equipamentos de Raios-X podem ser fixos (para exames na sala) ou portáteis (para exames em leitos).

Além de radiografia comum, a Radiologia Geral também inclui as radiografias contrastadas. A radiografia é o método mais simples diante das diversas tecnologias presentes, sendo o método mais utilizado pelos médicos. É necessário ao profissional da radiologia também conhecer procedimentos de controle.

 

 

 

 

Complicações pulmonares após uso de crack: achados na tomografia computadorizada de alta resolução do tórax

Fonte: Mançano A, Marchiori E, Zanetti G, Escuissato DL, Duarte BC, Apolinário LA. Complicações pulmonares após uso de crack: achados na tomografia computadorizada de alta resolução do tórax. Relato de caso. J Bras Pneumol. 2008;34(5):323-327.

Nos Estados Unidos, calcula-se que a população usuária de cocaína esteja entre 5 e 8 milhões, sendo a principal forma utilizada a de cocaína fumada (crack). No Brasil, embora as estatísticas sejam bastante falhas, vem sendo observado um importante e progressivo aumento no número de usuários deste tipo de droga. A inalação de crack pode induzir uma variedade de alterações pulmonares agudas, incluindo hemorragia alveolar, edema pulmonar agudo e infiltrações pulmonares de diversas naturezas. Os sintomas mais comumente observados são dor torácica, dispnéia, tosse produtiva, febre e hemoptise. Embora alguns artigos na literatura relatem os achados nas radiografias de tórax, raros são os estudos descrevendo especificamente as alterações tomográficas neste grupo de pacientes. Neste trabalho, os autores descrevem um caso de comprometimento pulmonar após uso de crack, enfatizando os achados de tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR).

Relato do caso

Paciente do sexo masculino, 24 anos, previamente sadio e assintomático, foi admitido em unidade de urgência com queixa de dor torácica, tipo pleurítica, nos terços inferiores de ambos os hemitóraces, acompanhada de dispnéia e tosse com escarro hemoptóico, 12 h após o uso de crack. O paciente negava febre, convulsão, perda da consciência, vômitos ou aspiração. Não havia relato de sintomas cardiovasculares ou urinários. Negava o uso de drogas injetáveis. Tabagista de 8 anos/maço.

Ao exame físico, o paciente estava em bom estado geral, sem sinais de agitação psicomotora, corado, hidratado, acianótico, sem rash cutâneo ou petéquias, sendo observada a presença de queimaduras nas pontas dos dedos, fato que levantou suspeita quanto ao uso da droga. As pupilas estavam isocóricas e fotorreagentes, com restante do exame neurológico normal. Pressão arterial de 120/70 mmHg, sem alterações posturais, freqüência respiratória 20 ipm, freqüência cardíaca de 80 bpm. O exame do precórdio estava normal, pulsos regulares com boa amplitude. À ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular estava audível universalmente sem ruídos adventícios. O eletrocardiograma era normal.

Os exames laboratoriais à admissão mostravam: hemograma e plaquetas normais; velocidade de hemossedimentação 27 mm na primeira hora; proteína C reativa 192 mg/dL; creatinina 0,8 mg/dL; aspartate aminotransferase 21 U/L; alanine aminotransferase 20 U/L; fosfatase alcalina 61 UI/L; gama-glutamil transpeptidase 20 UI/L; proteínas totais 6,40 g/dL; albumina 3,91 g/dL; globulinas 2,49 g/dL; hemocultura, três amostras negativas; pesquisa de anticorpos anticitoplasma de neutrófilos negativa; pesquisa de anticorpos para HIV I e II negativa; pesquisa de bacilos álcool- ácido resistentes e fungos no escarro negativa, em três amostras. Foi realizada pesquisa de substâncias ilícitas na urina (método cromatografia de camada delgada), que foi positiva.

As radiografias de tórax mostravam consolidações heterogêneas, predominando em campos pulmonares superior e médio bilateralmente, sem sinais de derrame pleural (Figura 1). O paciente foi internado para investigação, sendo então solicitada TCAR (Figura 2), que evidenciou consolidações, nódulos do espaço aéreo e opacidades em vidro fosco, comprometendo de maneira mais evidente os campos pulmonares médios e superiores. Não havia escavações parenquimatosas, nem comprometimento pleural ou mediastinal.

Na internação, o paciente foi tratado com oxigenoterapia por cateter nasal e corticosteróide endovenoso, evoluindo bem, e recebendo alta hospitalar em 4 dias, assintomático, sendo orientado quanto à suspensão da droga e realização de controle tomográfico em duas semanas.

A TCAR de controle, feita 15 dias após o primeiro exame (Figura 3), evidenciou grande melhora radiológica, com persistência de algumas opacidades em vidro fosco esparsas, e aparecimento de algumas escavações onde antes existiam consolidações. O paciente permanece em acompanhamento ambulatorial, sem queixas, e relata ter suspendido definitivamente o uso da droga.

Exposição pulmonar marcada e repetida à cocaína fumada tem sido associada a um largo espectro de complicações pulmonares, incluindo edema pulmonar, hemorragia alveolar difusa, exacerbações agudas graves de asma, barotrauma, infiltrações pulmonares com eosinofilia, pneumonia intersticial não específica e bronquiolite obliterante com pneumonia em organização, bem como infiltrações pulmonares agudas associadas a um espectro de achados clínicos e patológicos, referidas como “pulmão de crack”. O mecanismo pelo qual o crack causa estes variados tipos de agressão pulmonar não está bem estabelecido. Uma vez que hemorragia pulmonar e lesão pulmonar aguda de outras naturezas são radiologicamente indistinguíveis, o desenvolvimento de falência respiratória com opacidades bilaterais que aparecem logo após o uso do crack e clareiam rapidamente após a interrupção do uso também tem sido denominado “pulmão de crack”.

As alterações pulmonares mais comuns são o edema e a hemorragia alveolar. O edema pode ser de natureza cardiogênica ou não cardiogênica, por aumento da permeabilidade capilar pulmonar. Achados de necropsia mostram que a hemorragia alveolar é muito freqüente neste grupo, não só de forma aguda, como muitas vezes de forma crônica, sem a ocorrência de hemoptise, cursando de forma assintomática.

O barotrauma pode se desenvolver, como resultado do acentuado esforço inspiratório, freqüentemente seguido por manobra de Valsalva prolongada e tosse violenta, que acompanha a inalação dos vapores de cocaína. O súbito aumento da pressão intrabrônquica e intra-alveolar, com ruptura alveolar e penetração do ar no interstício, pode acarretar pneumomediastino, pneumotórax ou pneumopericárdio.

Embora não possa ser definido com exatidão que a cocaína seja a responsável pela síndrome pulmonar aguda observada em nosso paciente, a relação temporal entre o ato de fumar o crack e o início do quadro, a ausência clínica e laboratorial de outras afecções que justificassem a sintomatologia e a resolução rápida das lesões pulmonares após a interrupção do uso da droga permitiram que tal relação pudesse ser feita. Tem sido observado, nos últimos anos, um aumento muito grande no uso de cocaína fumada. O médico assistente deve estar atento a essa possibilidade diagnóstica, e conhecer suas múltiplas manifestações clínicas e radiológicas, devendo ser ressaltado que, muitas vezes, a história do uso da droga é omitida pelos pacientes.

Telerradiologia

Fonte: http://www.telelaudo.com.br/entenda-telerradiologia/ Acesso em: 07/02/2017

Às vezes, a telerradiologia é a única solução que um serviço de radiologia tem para viabilizar a sua operação, devido a total falta de radiologistas na região.

O Brasil é um país extenso. Há mais de 5.500 municípios em nosso território e muitas regiões têm poucos especialistas na área de radiologia. Por vezes, a falta de especialistas não passa pela condição financeira do município de contratar esses profissionais, mas, sim, pela dificuldade de se encontrar interessados em viver fora dos centros urbanos.

Os brasileiros, nestas regiões mais afastadas, sofrem para serem atendidos e, não raro, têm que viajar para longe para realizar suas consultas e exames.

A radiologia e a telerradiologia

A radiologia é um ramo da medicina diagnóstica que depende do médico radiologista para analisar as imagens capturadas do corpo do paciente e elaborar o laudo (laudar, no jargão da radiologia). Imagens e laudo formam um exame completo.

Atualmente, no Brasil, muitos equipamentos de radiologia fazem a captura das imagens do paciente em formato digital e tantos outros estão sendo convertidos para a esta tecnologia. Bem, se as imagens capturadas já são digitais, então por que não enviá-las, via internet, para um médico laudar a distância? É aí que entra a telerradiologia, integrando hospitais e clínicas em todo o Brasil com médicos radiologistas que trabalham e vivem onde querem, mas que laudam a distância exames de pacientes dos municípios mais remotos do nosso País. Isto tudo, com a mesma precisão que são laudados os exames por um radiologista local.

A telerradiologia é uma tecnologia ou um serviço médico?

A telerradiologia é ao mesmo tempo uma tecnologia e um serviço médico de elaboração de laudos.

Muitas empresas se referem a telerradiologia como o sistema – o software – necessário para transmitir as imagens e os laudos de um ponto a outro. Neste caso, a telerradiologia é usada por uma única rede de clínicas e hospitais para integrar suas várias unidades com centrais de laudos – nada mais que um espaço físico que reúne os radiologistas para trabalharem na elaboração dos laudos. A tecnologia viabiliza a transmissão do exame e, com isto, o crescimento destas redes em locais onde o acesso a um radiologista é complicado.

Contudo, outras empresas, como a Telelaudo, utilizam a palavra ‘telerradiologia’ para designar o serviço médico que realizam, a saber: a elaboração de laudos para hospitais e clínicas em todo o Brasil. Neste caso, a telerradiologia abrange o sistema de envio de imagens e laudos (a tecnologia) e, também, a elaboração dos laudos (o serviço), por médicos radiologistas competentes para laudar.

O que leva um hospital e clínica a contratar um serviço de telerradiologia?

Às vezes, a telerradiologia é a única solução que um serviço de radiologia tem para viabilizar a sua operação, devido a total falta de radiologistas na região. Outras vezes, a telerradiologia funciona como uma extensão dos radiologistas locais, apoiando nos momentos em que o volume de exames excede a capacidade da equipe local de elaborar os laudos no prazo combinado com os pacientes.

Transmitir imagens e laudos é seguro?

A transmissão de imagens e laudos de/para hospitais e clínicas deve ser feita com segurança, por se tratar de dados privados dos pacientes, portanto, protegidos por lei.

Na telerradiologia utilizam-se mecanismos de segurança de criptografia das imagens e laudos que tornam essas informações seguras para trafegarem pela internet.

Diagnósticos de enfermagem mais prevalentes em pacientes oncológicos em tratamento radioterápico

Fonte: MOREIRA, C.B.; SILVA, A. M. L.; SANTOS, M. C.  L.; FERNANDES, A. F. C..  SAE: Diagnósticos de enfermagem mais prevalentes em pacientes oncológicos em tratamento radioterápico. In: I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO UECE/CE/BRASIL E UCAM/MURCIA/ESPANHA E XVIII ENFERMAIO, 2014, FORTALEZA. I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO UECE/CE/BRASIL E UCAM/MURCIA/ESPANHA E XVIII ENFERMAIO, 2014.

 

INTRODUÇÃO

O câncer se tornou em um evidente problema de saúde pública mundial, e no Brasil ocorrerão aproximadamente 576 mil casos novos de câncer em 2014. Considerando o aumento da incidência de câncer no país e a necessidade dos profissionais de saúde estarem habilitados a atuar no processo de cuidado ao paciente oncológico, o enfermeiro destaca-se nesse cenário com um diferencial, pois atua com uma visão holística do paciente, cuidando além da doença que o trouxe ao serviço de saúde. Dentre as modalidades de tratamento do câncer, a radioterapia é uma das mais utilizadas. Apesar de ser um tratamento localizado, pode gerar danos às células normais circunvizinhas ao tumor gerando reações agudas ou tardias que são comumente observadas nos pacientes que se submetem a este tipo de tratamento. O enfermeiro tem um papel importante diante do cliente submetido à radioterapia prestando cuidados direcionados que venham a prevenir as complicações durante e após o tratamento e tratá-las quando não puderem ser evitadas. Neste contexto, a identificação dos diagnósticos de enfermagem (DE’s) mais prevalentes nessa população especifica é crucial para a implementação de uma prática de enfermagem sistematizada em oncologia visando à qualidade assistencial e segurança do paciente dentro do processo de cuidar.

OBJETIVO

Avaliar as evidências disponíveis na literatura sobre os DE’s mais prevalentes relacionados a pacientes oncológicos em tratamento radioterápico.

METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Seguiram-se as seguintes etapas para a elaboração deste estudo: estabelecimento da hipótese e objetivos da revisão integrativa; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de artigos (seleção da amostra); definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análise dos resultados; discussão e apresentação dos resultados e a última etapa consistiu na apresentação da revisão. Elaborou-se a questão norteadora: “Quais os principais diagnósticos de enfermagem descritos na literatura para pacientes oncológicos em tratamento radioterápico?”. Foram utilizadas as bases de dados LILACS, SCiELO e BDENF. Utilizaram-se os descritores controlados (DeCS): Processos de enfermagem, cuidados de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, radioterapia e oncologia. Após percorrer a etapas descritas, obteve-se amostra final composta por sete artigos.

RESULTADOS

Metade dos artigos foram publicados há um período superior a 10 anos o que mostra a escassez de estudos relacionando DE’s e pacientes com câncer. Os DE’s mais citados pelos autores foram: Dor (n=5); Fadiga (n=3), Nutrição alterada: menos que as necessidades corporais (n=3), Risco de infecção (n=3), déficit de conhecimento (n=3), Integridade tissular prejudicada (n=3), Ansiedade (n=3), Diarreia (n=3), Eliminação urinaria alterada (n=3), Prejuízo na mobilidade física (n=3), Constipação (n=3), Medo (n=3), Processo familiar alterado (n=3) e Integridade da pele prejudicada (n=2). Em menor prevalência (n=1), foram encontrados os DE’s relacionados a fatores psicológicos.

CONCLUSÃO

Os DE’s mais prevalentes são os relacionados aos aspectos físicos e deve-se atentar para seu cuidado/manejo na implementação da assistência de enfermagem ao paciente oncológico submetido à radioterapia. Percebe-se a necessidade de se fazerem mais estudos abordando os DE’s e pacientes com câncer, onde a atuação da enfermagem tem se expandido nos últimos anos.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Instituto Nacional do Câncer. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/cancer_mama>. Acesso em: 09 maio 2014.

DENARDI, H.A. et al. Enfermagem em Radioterapia. 1ª edição. São Paulo: LEMAR, 2008. 436p.

SILVA, M.M.; MOREIRA, M.C. Sistematização da assistência de enfermagem em cuidados paliativos na oncologia: visão dos enfermeiro. Acta Paul Enferm. v. 24, n.2, p. 172-8, 2011.

As estratégias de enfrentamento de pacientes durante o tratamento de radioterapia

Fonte: LORENCETTI, Ariane; SIMONETTI, Janete Pessuto. As estratégias de enfrentamento de pacientes durante o tratamento de radioterapia. Rev Latino-am Enfermagem. nov/dez. 2005.

O câncer é uma doença que traz muitas alterações para a pessoa que passa por essa experiência, tanto alterações físicas como psicológicas, causando transtornos para a vida desses pacientes. É um tema que, apesar do grande avanço tecnológico, é pouco explorado quanto à assistência de enfermagem, alterações físicas e emocionais que os pacientes podem apresentar, estando inserido dentro de um contexto entendido pela sociedade como sinônimo de sofrimento e morte.

A palavra câncer tem sido interpretada de várias formas. Esse termo pode ser definido como um tecido celular, cujo mecanismo de controle do crescimento normal está alterado, dando lugar ao seu crescimento permanente ou, então, como uma doença que tem início quando uma célula se torna anormal devido à transformação por mutação genética do DNA celular, que começa a se proliferar anormalmente. Essas invadem tecidos circunvizinhos, acessando os vasos linfáticos e sanguíneos, através dos quais podem ser transportadas para outras áreas do corpo formando metástases.

Em nossa sociedade, o câncer continua sendo uma enfermidade muito importante, tanto qualitativa como quantitativamente. Sua incidência e índices de mortalidade são cada vez mais elevados e, embora afete todas as faixas etárias, na maioria das vezes acomete as pessoas com mais de 65 anos de idade, sendo que os homens sofrem maior incidência de câncer do que as mulheres.

Os pacientes com suspeita de câncer passam por uma série de testes diagnósticos, variando de acordo com o tipo. Os objetivos dos tratamentos possíveis podem incluir a erradicação completa da doença maligna, sobrevida prolongada e contenção do crescimento das células cancerosas, ou alívio dos sintomas associados ao processo canceroso. Podem também ser empregadas outras modalidades de tratamento, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Alguns tipos de câncer podem permanecer em seu local de origem, podendo também ser impossível a sua detecção em virtude de sua localização anatômica ou devido à infiltração nas estruturas vitais próximas, dificultando o tratamento, já que sua remoção pode afetar severamente a função fisiológica. Nessas circunstâncias, a radioterapia é uma das opções de tratamento curativo.

A radioterapia é um tratamento localizado, que usa radiação ionizante, produzida por aparelhos ou emitida por radioisótopos naturais. É, na sua grande maioria, feita em regime ambulatorial. A dose total é fracionada em aplicações diárias por um período variável de até dois meses.

Sua indicação no tratamento do câncer ocorre em três circunstâncias: não há outro tratamento curativo; a terapia alternativa é considerada tóxica ou como função paliativa em casos avançados. Tem como finalidade a interrupção do crescimento e reprodução de células cancerosas e normais. Como as células malignas crescem rapidamente, muitas delas estarão se dividindo e serão mais susceptíveis à radioterapia do que as células normais.

A radiação pode, às vezes, afetar o tecido normal, causando efeitos colaterais que dependem do tipo de câncer, de características do indivíduo, da quantidade de radiação aplicada, e principalmente da parte do corpo a ser tratada.

Os pacientes tratados com a radioterapia podem experimentar diversos efeitos colaterais como dor, fadiga, alterações cutâneas, perda da auto-estima e confiança, mudanças na mobilidade e sensação no lado afetado, choque emocional, confusão, ansiedade, angústia, medo, sentimentos de isolamento e mudanças na rotina.

Os pacientes oncológicos submetidos à radioterapia, também necessitam de cuidados específicos de enfermagem. O papel da enfermagem, portanto, é ajudar os pacientes não só a lidar com os efeitos colaterais como também com problemas emocionais durante a radioterapia.

Apesar dos avanços obtidos no conhecimento sobre essa doença e seu tratamento, o simples fato de se utilizar a palavra câncer para designar um conjunto de patologias tumorais já indica a necessidade da integração entre os vértices psicológico e médico, pois se observa enorme conteúdo emocional ligado à ideia câncer. É comum a associação do câncer com doença fatal, vergonhosa e comumente considerada como sinônimo de morte, o que contribui para que as pessoas mantenham sentimentos exclusivamente pessimistas sobre a doença.

A assistência de enfermagem ao paciente canceroso e familiar consiste em permitir a todos verbalizar seus sentimentos e valorizá-los; identificar áreas potencialmente problemáticas; auxiliar o paciente e familiares a identificar e mobilizar fontes de ajuda, informações, busca de soluções dos problemas; permitir tomadas de decisões sobre o tratamento proposto e levar a pessoa ao autocuidado dentro do possível.

Todo esse contexto da doença propriamente dita e do tratamento podem gerar estresse, trazendo sinais e sintomas como: apatia, depressão, desânimo, sensação de desalento, hipersensibilidade emotiva, raiva, ansiedade, irritabilidade.

Diante disso, o que pode fazer a diferença no resultado de adaptação do indivíduo é o coping, entendido como enfrentamento de uma situação. E estar em coping significa que o indivíduo está tentando superar o que lhe está causando estresse.

As alterações orgânicas ligadas ao estresse têm uma etapa que é biológica e que foge do controle do indivíduo, mas há também uma fase da qual participam algumas funções cognitivas, emocionais e comportamentais, que podem influenciar em tais alterações.

O coping é um processo através do qual o indivíduo controla as demandas da relação com o meio para satisfazer as demandas sociais, manter os estados físico, psicológico e social estáveis e controlar os estressores potenciais antes deles se tornarem uma ameaça.

Será efetivo quando o comportamento utilizado amenizar os sentimentos desconfortáveis, associados a ameaças ou perdas. Será inefetivo se a situação ameaçadora não for manejada de forma eficaz, resultando em crise e, se não for resolvida, podem ocorrer desequilíbrios psicológicos e fisiológicos.

Os métodos de coping são denominados de padrões diretos quando estão relacionados com o uso de habilidades para solucionar problemas, envolvendo o indivíduo em alguma ação que afeta a demanda de alguma forma e padrões indiretos quando incluem estratégias que não modificam as demandas na realidade, mas alteram a forma pela qual a pessoa experimenta a demanda (coping paliativo).

Os padrões indiretos são usados para que o indivíduo possa se ajustar às situações que não podem ser resolvidas. O uso do coping paliativo serve para que a pessoa tenha um tempo para que a demanda possa mudar ou para que o indivíduo seja capaz de elaborar um coping direto. As estratégias aqui usadas englobam os mecanismos de negação, repressão, isolamento ou fuga.

Podem ser classificados em físico (caminhar, nadar, uso de técnicas de relaxamento), psicointelectual (meditação, confecção de trabalhos artesanais, fantasias, reavaliação cognitiva), social (frequentar um clube, atividades de recreação em grupos, conversar com amigos) e espiritual (participar de atividades religiosas, ler livros religiosos, conversar com padres, pastores, rezar).

No que diz respeito às funções de coping, esse pode ser classificado em coping centrado no problema ou centrado na emoção. O coping centrado no problema refere-se aos esforços de administrar ou alterar os problemas, ou então melhorar o relacionamento entre as pessoas e o seu meio. São estratégias consideradas adaptativas mais voltadas para a realidade, na tentativa de remover ou abrandar a fonte estressora. Podem estar dirigidas ao ambiente na definição do problema, levantamento e avaliação de soluções, escolha de alternativas e ação.

O coping centrado na emoção descreve a tentativa de substituir ou regular o impacto emocional do estresse no indivíduo, derivando principalmente de processos defensivos, o que faz com que as pessoas evitem confrontar conscientemente com a realidade de ameaça.

Diversos estudos também utilizaram o referencial coping para analisar os enfrentamentos que podem ocorrer diante de situações de estresse, associadas a problemas de saúde. Uma pesquisa junto a indivíduos portadores de hipertensão arterial buscou quais os mecanismos de coping que são usados e se há influência de tais mecanismos no controle da doença. Foram selecionados 18 indivíduos para a realização de consulta de enfermagem e levantamento dos hábitos e estilo de vida, relacionados aos fatores de risco para a hipertensão arterial. Quando o tratamento recomendado era seguido, os comportamentos apresentados foram interpretados como mecanismos de coping eficazes e quando tais recomendações não eram executadas, como ineficazes. Observou-se que, mesmo com mecanismos eficazes de coping, a maioria dos pacientes não estava com a pressão arterial controlada e que o enfoque era centrado na emoção. A ansiedade e os mecanismos de coping utilizados por pacientes cirúrgicos ambulatoriais também foram estudados em 40 pacientes, sendo que esses apresentaram baixa ansiedade e utilizaram o suporte social como a estratégia de coping mais presente entre eles.

Pacientes idosos em condições crônicas de saúde apresentaram mecanismos de coping, tanto enfocados na emoção (participação em grupos de idosos, busca de ajuda de familiares, rejeição de perdas naturais), como no problema (busca de atendimento médico, cuidados com o corpo), demonstrando uma forma saudável de enfrentar a situação. Adaptar-se ou não a um dado acontecimento, enfrentar situações semelhantes de formas bastante diversificadas dependem de inúmeros fatores que englobam aspectos culturais, emocionais, vivências anteriores e características pessoais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A interação junto ao meio ambiente pode resultar em situações de estresse bem como respostas a tais ocorrências. Enfrentá-las é, por vezes, um grande desafio, principalmente, quando se trata de uma doença. Neste estudo pôde-se observar que os pacientes, ao enfrentarem o câncer e a radioterapia, elaboraram formas de enfrentamento tanto baseadas na emoção, como no problema. Talvez porque tenham tido medo do desconhecido e, inicialmente, não conseguiram encarar a questão e buscaram maneiras de amenizar os fatos (confiando em Deus, tendo sentimentos de medo, tristeza, revolta). Depois, com o passar das sessões, devem ter adquirido mais confiança e passaram a ver o tratamento como uma etapa a ser cumprida em suas vidas. Talvez se possa atuar junto a essa clientela, auxiliando-os nos enfrentamentos, fornecendo-lhes maiores informações sobre os efeitos da radioterapia, como serão realizadas as sessões e quais as alterações que poderão ocorrer durante esse tipo de tratamento. Além disso, pode-se também organizar os dados observados para se entender as diferentes formas de enfrentamentos.