Categoria: ‘Informática aplicada’
Caminhos para implantar um minipacs
Esses dias, um cliente meu perguntou o que era necessário para ele montar um mini-pacs. A resposta:
O caminho que você pode seguir se quiser implantar os serviços por você.
Se você deseja baixo custo, descentralização e mobilidade, então estamos falando de um sistema web.
De tecnologia, bastaria você ter uma banda larga muito boa (satélite ou dedicada), um servidor dedicado e implantar um software.
Uma Visão Prática da telemedicina
Uma Visão Prática da telemedicina
Extraído de vários artigos da Internet
Introdução
Na década de 70, a partir da necessidade de melhorar o atendimento médico em áreas rurais nos EUA (um dos projetos iniciais de demonstração envolveu a necessidade de capacidades consultivas em radiologia), como afirma Jay Sanders [1], presidente da Associação Americana de Telemedicina (ATA), nascia a idéia de que talvez, ao invés de se mover de um hospital para outro, o médico poderia ver seus pacientes e os examinar sem ter que se deslocar para isto. Um projeto inicial com esse objetivo foi idealizado e criado no Hospital Geral de Boston, Massachusetts, no início dos anos 70. Desta forma, em meio à facilidade de acesso aos recursos tecnológicos e associada a idéias inovadoras em medicina, surgia uma nova área de pesquisa denominada Telemedicina, a qual reúne Telecomunicação, Ciência da Computação e Saúde.
A partir desse momento, a Telemedicina despertou o interesse por parte de algumas Instituições vinculadas à saúde como uma maneira de estender os serviços de saúde de centros desenvolvidos para áreas geograficamente distantes, que não possua atendimento médico especializado. Posteriormente, a Telemedicina trouxe a possibilidade de exames, consultas e até cirurgias serem feitas remotamente pelos médicos especialistas. Ademais, o uso da Telemedicina oferece um maior acesso à Educação e à Pesquisa Médica, para estudantes e médicos que se encontram em regiões distantes, em especial num país com grande extensão territorial, como é o caso do Brasil.
1 Aspectos Gerais da Telemedicina
A TELEMEDICINA é essencialmente a aplicação da tecnologia, como informática e telecomunicação, à Medicina. Sua viabilidade depende de uma atuação multidisciplinar e multiprofissional, incluindo áreas como ciência da computação, engenharia, matemática, entre outras.
A TELEMEDICINA é uma modalidade da prática médica que cresce exponencialmente nos países mais desenvolvidos. Até o final de 2001, era comum a associação do termo TELEMEDICINA com a idéia de sistemas computacionais e de telecomunicação sofisticados e de alto custo. Esta realidade tem mudado significativamente nos últimos anos, em decorrência da evolução dos computadores e melhoria das infra-estruturas de telecomunicação no mundo. Sob o ponto de vista tecnológico, há três formas de implementação da Telemedicina: (1) em instituições que usam tecnologias de ponta, como é o caso das Forças Armadas Americanas e da NASA, onde são utilizados modernos recursos que envolvem telemonitoragem, teleconferência, biometria e telerrobótica; (2) em instituições com boa infra-estrutura técnica e com grande porte financeiro, nas quais as tecnologias interligam diversos locais, utilizando recursos modernos de gerenciamento de informação, teleconferências por bandas largas e realizando, entre outras, experiências telerrobóticas; (3) em instituições que usam as tecnologias de larga abrangência, acessíveis pela grande parte da sociedade na região na qual está sendo implementada a TELEMEDICINA.
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O que é inteligência artificial?
O que é IA?
Se abordarmos o conceito de inteligência, veremos que é um conceito relativo à construção de estruturas cognitivas do ser humano, responsáveis pela formação da razão, característica peculiar frente aos demais animais. Como o ser humano é o único animal racional, diz-se que ele é o único ser inteligente .
Mas o que significaria Inteligência Artificial , então?
Vamos mais longe. Há estudos que atribuem o conceito de inteligência a outros animais e vegetais. Mas obviamente não é um conceito comparável ao da inteligência humana. É, isso sim, um conceito relativo à análise em questão: esta inteligência irracional seria a capacidade de adaptação de um ser vivo às circunstâncias de seu meio. Desta forma, poderemos utilizar este conceito para a máquina, definindo, então, uma inteligência de máquina..
Nanotecnologia
Apêndice III – O que é nanotecnologia?
Por: Cylon Gonçalves da Silva
Há mais de 2.500 anos, alguns filósofos gregos se perguntavam se a imensa variedade do mundo que nos cerca não pode ser reduzida a componentes mais simples. A própria palavra átomo vem daquele tempo e significa “indivisível”. A última fração da matéria, segundo esses filósofos o “tijolo” fundamental de tudo o que existe, não poderia mais ser dividida em outras partes mais simples. Podemos fazer uma comparação elementar, apenas para fins didáticos. Em uma padaria, você encontra uma grande variedade de pães, bolos, biscoitos, tortas, todos produzidos a partir de um pequeno número de ingredientes: farinha, fermento, manteiga, óleo, açúcar, chocolate etc… Muitas vezes, os ingredientes de pães diferentes são os mesmos, apenas mudam suas quantidades relativas e a forma de preparação. Da mesma maneira, quando olhamos o mundo a nossa volta, vemos uma variedade incrível de seres vivos e objetos inanimados, de um grão de areia a galáxia, de um vírus a uma baleia. Quantos tipos de “ingredientes” diferentes são necessários para produzir esse mundo?
Entre os gregos e a nossa época, muito se aprendeu sobre o universo. Sabemos, hoje, que o mundo que nos é familiar é formado por átomos, não exatamente aqueles imaginados inicialmente, mas que com eles compartilham o papel de “tijolos” fundamentais. Aprendemos que, ao contrário do que diz seu nome, eles são, de fato, divisíveis (mas isto é uma história para outra ocasião). Os átomos são formados por um núcleo positivo, onde reside praticamente toda sua massa, e por elétrons, negativos, que circulam em torno do núcleo. Sabemos, também, que ocorrem naturalmente no universo apenas noventa e dois tipos de átomos diferentes. Estes tipos podem ser classificados pelo número de prótons (partículas sub-atômicas de carga elétrica positiva) contidos em seus núcleos. Sabemos ainda que esses átomos podem não ser o fim da história, pois pode haver no universo partículas ou alguma forma de energia ainda não descobertas – ou pode ser que nossas teorias sobre o universo precisem algum dia ser revisadas, se esses novos “ingredientes” não forem encontrados. Tudo isto é parte do mundo fascinante da pesquisa científica – cada pergunta respondida leva a novas perguntas. Em ciência, as respostas raramente são definitivas, mas as perguntas perduram.
A certeza científica de que tudo é feito de átomos é muito recente. Há apenas cerca de cem anos, os cientistas obtiveram evidências fortes de que a velha hipótese atômica, formulada há dois e meio milênios, corresponde à realidade da natureza. No decorrer do século XIX, os químicos foram, aos poucos se convencendo de que a melhor maneira de explicar quantitativamente reações químicas é supondo que essas se dão entre unidades bem definidas de cada composto. Alguns físicos, já quase no final do século XIX, formularam uma teoria “estatística” da matéria, na qual se busca explicar o comportamento dos corpos com os quais lidamos quotidianamente pelo comportamento dessas pequenas unidades “invisíveis” da matéria, os átomos e as moléculas (moléculas são átomos do mesmo tipo ou de tipos diferentes, fortemente ligados entre si, formando novas entidades, com propriedades físico-químicas distintas). Essas teorias foram recebidas, inicialmente, com grande ceticismo pela própria comunidade científica. Por que tanta dificuldade para aceitar uma idéia velha de milênios?
Legislação de informática aplicada à saúde
Legislação na Informática: Estratégias adotadas
As intensas transformações que vêm ocorrendo na economia mundial estão forçando os Países, como o Brasil, a buscarem uma nova estratégia de desenvolvimento, não mais baseada nos de recursos naturais herdados que ajudavam a embasar a lei das vantagens comparativas, mas baseada na complexa química entre capital humano, tecnologia e flexibilidade institucional.
As ações desenvolvidas, ao longo das últimas décadas, pelo Governo brasileiro, vêm contribuindo ativamente para a promoção da inserção competitiva da indústria brasileira de tecnologias da informação no mercado concorrencial, através de ações aplicadas nas áreas tecnológica e industrial, voltadas para geração de tecnologias e maior agregação de valor nas cadeias produtivas.
Estas ações tiveram como conseqüência um melhor aproveitamento de nichos de mercado assim como serviram de atração para novos investimentos externos, tornando a produção no mercado interno economicamente interessante e abrindo possibilidades reais de entrada no mercado internacional com aqueles produtos.
Explorar adequadamente e eficientemente as “janelas de oportunidades” em termos de investimentos constitui-se no desafio prioritário que se tem pela frente, dentro do contexto amplo da economia mundial, a partir da compreensão do significado da onda de integração econômica e dos movimentos unilaterais de liberalização do comércio e redução das barreiras protecionistas.
Dentro deste contexto, a indústria de informática no Brasil, com o projeto de abertura comercial, sobreviveu a um período de transição para um regime consideravelmente novo, marcado pelo fim da reserva de mercado para a informática (em outubro de 1992) e da reforma de proteção comercial que removeu barreiras não-tarifárias e instituiu um programa de redução do nível e dispersão das alíquotas do imposto de importação.
O Setor de Informática se desenvolveu dentro de um regime de incentivos adverso, centrado na substituição de importações e no desenvolvimento e produção local de bens de informática.
O processo de abertura ao mercado mundial, na década de 90 exigiu do setor uma total reestruturação com vistas a criar um novo ambiente de atração de investimentos externos e conseqüentes parcerias com as empresas nacionais, assim como trouxe a necessidade de se redesenhar o modelo produtivo local, para estas tecnologias, assumindo, esta industria, um lugar destacado na implantação de sistemas da qualidade, tendo sido a primeira industria a obter tal certificado no Brasil.
A década de 90 iniciou-se, portanto, com uma mudança expressiva na política de informática do País, rumo a um modelo mais aberto, simbolizado pela redução significativa de alíquotas de importação para diversos itens. A necessária preocupação em dar suporte à indústria instalada no País, e a exigência de se criar o ambiente de atratividade para o capital externo, já comentado, culminou na sanção da Lei 8248/91 de Incentivos Fiscais em Informática, que só foi regulamentada em 1993.
No que tange ao domínio das inovações tecnológicas de produtos e de processos em áreas-chave do setor, o Governo brasileiro sempre incentivou e continua incentivando, através de investimentos em pesquisa e desenvolvimento – P&D, uma maior participação do setor produtivo privado nos dispêndios de C&T no País, uma maior interação entre os setores produtivo e acadêmico e a expansão do parque industrial de informática, gerando mais empregos qualificados associados a esse setor, além de estimular a difusão do uso da informática como meio de modernização de outros setores industriais e de serviços.
O início da década é, por outro lado, marcado pelo lançamento de várias iniciativas nacionais em Informática, sob a égide do MCT:
Rede Nacional de Pesquisa – RNP, que visava implantar uma Internet para educação e pesquisa em todo o País;
Programa Temático Multiinstitucional em Ciência da Computação – ProTeM-CC, que visava estruturar e apoiar um modelo de pesquisa consorciada entre entidades acadêmicas e o setor privado;
Software para Exportação, SOFTEX – que visava estruturar e coordenar um esforço nacional para incrementar significativamente a exportação de software produzido no País; e
Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho, SINAPAD – que visava implantar um conjunto de centros prestadores de serviços de supercomputação no país.
As primeiras três iniciativas foram colocadas sob coordenação conjunta da Secretaria de Políticas de Informática – SEPIN/MCT, compondo os chamados Programas Prioritários em Informática (PPI), para fins de beneficiamento segundo os termos da Lei 8248/91.
Estas iniciativas tiveram considerável sucesso. A RNP, em particular, teve papel crucial não somente na montagem de serviços Internet para a área acadêmica como especialmente na transição e montagem de um modelo de serviços abertos em Internet no País. Por outro lado, o Programa ProTeM-CC capacitou a comunidade de pesquisa na área para articular projetos coletivos em cooperação com o setor privado no país e com grupos de pesquisa no exterior e o SOFTEX, criado inicialmente com foco no apoio à exportação de software desenvolvido no país, tem contribuído ativamente para a criação de novas empresas de Software no País e no apoio à comercialização do software brasileiro nos mercados interno e externo, com igual ênfase, face à necessidade de contribuições para a indústria de software no Brasil ganhar escala e também visando contribuir para equilibrar a balança comercial brasileira neste setor.
Principais resultados
A Indústria de Tecnologias da Informação, em seus segmentos de Hardware, Software e Serviços Técnicos de Informática contribuem, no Brasil, já em 2000, com uma geração de riquezas de US$ 15 bilhões anuais, cerca de 2,5% do PIB e vêem crescendo à uma taxa anual média de 13% de 93 a 99.
A atratividade da legislação de Informática, em conjunto com políticas ativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, atraiu para o país cerca de 100 novas empresas, em sua maioria grandes nomes internacionais, que hoje manufaturam bens de informática em diversas regiões do País.
Com a privatização do setor de telecomunicações, a indústria de tecnologias da Informação ganhou uma nova dinâmica. Com o apoio da legislação de Informática, além de gerar empregos especializados na manufatura e na prestação de serviços, o conjunto privatização e a legislação de informática, foram decisivos para o crescimento da infra-estrutura de comunicações e informatização no País.
Adicionalmente, como resultado da legislação, que exigia como contrapartida investimentos de 5% do faturamento das empresas em pesquisa e desenvolvimento no País, no mesmo período de 1993 a 1999 o montante desses investimentos em P&D atingiu R$ 2,6 bilhões, proveniente das empresas que operam nas mais diversas regiões brasileiras., com exceção da ZFM, que aplica diretamente os recursos que gera.
Algumas definições básicas de informática
Algumas Definições
Hoje podemos dizer, seguramente, que qualquer pessoa que não possuir um mínimo de conhecimento sobre a informática estará condenado ao processo de isolamento tecnológico, vivendo primitivamente em meio em uma sociedade de grandes avanços…
Microcomputador – Computador que emprega um único microprocessador como unidade central de processamento
PACS na prática
Estudo de caso do Hospital Sírio Libanês.
Como Funciona no Dia-a-Dia
Dias, horas,minutos. A banda larga que faz toda a diferença naquele download que você está louco para estrear também já abrevia distâncias nos hospitais brasileiros. Pouco importa se o paciente está em São Paulo, no Rio ou numa pequena cidade no interior de Rondônia. Por meio de conexões de alta velocidade, médicos de vários hospitais estão realizando videoconferências, com direito de transmissão de imagens de exames como tomografia e ressonância magnética. Eles discutem casos clínicos, definem diagnósticos e tratamentos e até participam de cirurgias a distância. A videoconferência em banda larga também virou um recurso de capacitação e atualização profissionais na medicina – algo geralmente inacessível para quem está longe das grandes cidades. Nos casos mais complexos, ainda dá a oportunidade de ouvir a segunda opinião de especialistas de hospitais em outros países.
Informatização em Saúde
Níveis de Informatização em Saúde
A utilização da computação na área da saúde data do fim do século XIX com a criação de sistemas de cartão perfurado que analisavam dados epidemiológicos. Desde este começo rudimentar, a tecnologia na área da informática evoluiu de com grande rapidez, incluindo modernização de equipamentos, popularização de hardwares e refinamento dos aplicativos. Nos dias de hoje dificilmente encontramos alguma área de atividade humana totalmente desvinculada dos processos informatizados.
A utilização da informática na área da saúde compreende vários aspectos. Desde a modernização de equipamentos, métodos diagnósticos, procedimentos cirúrgicos etc., até na agilidade de atendimento, na coleta de informação, no gerenciamento de recursos e organizações.
Por exemplo, no que diz respeito às informações de cada paciente, a utilização da informática pode abranger, desde um nível básico como um banco de dados de exames laboratoriais, até níveis mais complexos de intercâmbio e armazenamento de informações de diferentes departamentos ou em diferentes organizações.
Gerenciamento de Informação Hospitalar
Gerenciamento de informação em um hospital envolve a transmissão de imagens em redes. A integração de estações de visualização distribuídas, bases de dados on-line, sistemas de gerenciamento de imagens, e redes locais de larga escala permitem que os dados de imagens sejam partilhados entre profissionais de saúde e que seja feita a visualização local e remota. Além disso, os dados podem ser vistos em múltiplos locais simultaneamente.
Os principais meios de transmissão em redes são os cabos coaxiais e fibras óticas. Cabos coaxiais são usados em TV a cabo, e suportam uma variedade de topologias de redes. Redes coaxiais são relativamente baratas e confiáveis, apesarem de serem susceptíveis a interferência elétrica e de radiofreqüência. Redes de fibra ótica oferecem um alto grau de confiança sem problemas com interferência. A capacidade máxima de transmissão de dados deve ser suficiente para suportar as necessidades do departamento ou clínica.
O hardware necessário para o trabalho em redes deve estar de acordo com o sistema PACS desenvolvido e com o protocolo de comunicação de redes. O National Equipament Manufacturers Association (NEMA) e o American College of Radiology (ACR) cooperaram para criar um formato padrão de dados de imagens, chamado ACR-NEMA e foi o primeiro passo para conseguir a adesão dos fabricantes de equipamentos de imagem digital, facilitando a sua interconexão direta em rede. Atualmente o ACR-NEMA evoluiu para um novo padrão, amplamente adotado, chamado DICOM.
Gerenciamento de Informação em Saúde (PACS)
Gerenciamento de Imagens e Informação
No manejo de informação dentro do hospital por meio de uma rede de computadores, surgiu inicialmente o conceito de Sistemas de Informação Radiológica – RIS (Radiology Information Systems) e que demonstraram que é possível utilizar sistemas computadorizados para melhorar o gerenciamento dos pacientes, a geração e distribuição de relatórios, as facilidades de utilização dos recursos disponíveis, a localização dos filmes, e as rotinas de funcionamento do setor de radiologia. Freqüentemente eles são integrados ao Sistema de Informação Hospitalar (HIS – Hospital Information Systems). Como o RIS faz tudo menos trabalhar com as próprias imagens, na década dos 80 este conceito foi ampliado para incluir o que chamamos de PACS (Picture Archiving and Communication System, ou sistemas de arquivamento e comunicação de imagens). É um sistema que permite, como o nome diz, a armazenagem e recuperação das imagens em uma rede de computadores.

