Categoria: ‘Proteção Radiologica’

O princípio ALARA

 

Um princípio de proteção chamado ALARA vai mais além na proteção do trabalhador que o nível da DE. Esse princípio postula que a exposição ocupacional deve ser mantida “As Low As Reasonably Achievable”(no nível mais baixo que puder ser conseguido).

Esse é um princípio importante que todo técnico radiologista deve estar atento.

A seguir um resumo de quatro formas importantes pelas quais isso pode ser alcançado:

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Subsídios para a História da Protecção Contra Radiações E Historial da SPPCR

 

A Protecção Contra Radiações, segundo K.Z.Morgan, um dos fundadores e primeiro Presidente da Health Physics Society, é a Ciência e a Profissão, para a Protecção do Homem e do seu Meio Ambiente, dos efeitos nocivos de todas as formas de radiação electromagnética , enquanto que e em concomitância procura maximizar as suas aplicações benéficas".
Esta definição remonta a 1971. Hoje iremos mais longe incluindo nela também todas as radiações directa e indirectamente ionizantes e as ultra-sónicas, que não obstante serem de origem mecânica são englobadas no termo Protecção Contra Radiações, concretamente na componente relativa às Radiações Não Ionizantes.
Situações anómalas ocorrem quer envolvendo pessoal profissionalmente exposto e qualificado no decurso de actividades emergentes da sua profissão, ou sobre 
elementos do público, como consequência da perda de controlo duma fonte de radiação, seguido ou não dum desprendimento e duma disseminação de material radioactivo.

Os efeitos deletérios das radiações, foram reportados pela primeira vez em 1896 e 1897 tendo sido estabelecida uma relação de causalidade…
Uma lesão na pele que apareceu num trabalhador que utilizava raios X foi descrita muito sumariamente por Stevens em 1896 no Br Med. J. no Volume 1 página 998 de 1896, " Injurius Effects on the Skin". Uma epilação do couro cabeludo duma criança sujeita a um exame raios X para a localização dum corpo estranho no crânio, foi relatado por Daniel no mesmo ano (Med. Record 49 595-18 96) " Depilatory Action of X-rays". ma criança sujeita a um exame raios X para a localização dum corpo estranho no crânio, foi relatado por Daniel no mesmo ano (Med. Record 49 595-18 96) " Depilatory Action of X-rays".

A História da Protecção Contra Radiações já tinha sido começado a ser escrita no princípio do século XV em ERZGEBIRGE, numa zona que ia até à fonteira actual entre a República Checa e a Alemanhaonde se extraia prata e urânio.
Os mineiros que lá trabalhavam adoeciam com uma  doença terrível que lhes afectava o pulmão, chamada "BERGSUCHT" que além dos atormentar profundamente lhes provocava a morte em curto espaço de tempo.
A explicação para tal, viria a ser dada no princípio do século XVI por um jovem alemão, Georg 
Bauer (1494-1555) médico responsável das minas. No decurso da sua vida profissional desenvolveu um trabalho que se viria a tornar tão intrigante quanto eficaz e efectivo na minimização da doença.
O seu nome foi latinizado tornando-se conhecido como "Agricola" sendo assim referenciado na história das radiações.
Autor dum enorme e valioso trabalho, " De re metallica" nele teceu considerações muito valiosas e extremamente pertinentes, à cerca das condições de trabalho nas minas de prata, das quais aliás era o médico responsável, como se referiu.
Referencia e descrimina uma invenção e a consequente realização prática de métodos inteligentes, a fim de se processar à ventilação dos locais de trabalho no subsolo, utilizando grandes foles, accionados por parelhas de cavalos ou por quedas de água artificiais, ou naturais, quando existentes. Tais medidas deram um contributo muito positivo para a melhoria das condições de trabalho nas minas, na generalidade.
Pela profundidade como encarou os problemas,  vindo a estabelecer relações de causalidade, há quem o considere, de facto o primeiro Protecionista.

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Efeitos biológicos das radiações

Efeitos determinístico

Na maioria dos órgãos e tecidos do corpo há um processo continuo de perda e substituição de células. A radiação aumenta a destruição celular, mas esta pode ser fisiologicamente compensada por um aumento na taxa de reposição, sem maiores conseqüências para o organismo. Quando a redução do numero de células impede a função normal do órgão ou tecido, aparecem os efeitos clínicos. Alguns efeitos são de natureza funcional e podem ser reversíveis (distúrbios glandulares, efeitos neurológicos, danos vasculares).

Quando o dano provocado pela exposição à radiação é grande e atinge um tecido vital, o individuo pode morrer. “A imediata relação” causa e efeito “, entre a exposição de um organismo a uma alta dose de radiação ionizante e os sintomas atribuídos à perda das funções de um tecido biológico, caracterizam o que se chama de ”efeitos determinísticos”.Ao menos que a dose de radiação seja muito alta, a maioria das células não morre imediatamente, mas continua funcionando até tentar se dividir. Em tecidos com alta taxa de divisão celular, como os tecidos de revestimento, medula óssea e células germinativas, os danos ao DNA muitas vezes impedem a reposição do tecido lesado. Estes tecidos são os mais afetados apos irradiações agudas, apresentando efeitos precoces.Em tecidos constituídos principalmente por células nervosas, ósseas, tecido muscular e células hepáticas, as divisões celulares são pouco freqüentes e algumas lesões no genoma podem ocorrer sem maiores conseqüências. Nestes tecidos os efeitos determinísticos são observados menos freqüentemente e aparecem mais tardiamente. Por outro lado, tecidos diferenciados apresentam menor grau de recuperação quando seriamente danificados.

Os efeitos determinísticos apresentam um limiar de dose. O efeito é clinicamente observável apenas quando a dose da radiação é acima deste limiar. A magnitude do limiar depende da taxa de dose, do órgão irradiado e do efeito clínico. O intervalo para o aparecimento dos sintomas, sua natureza e severidade também dependem destes fatores, assim como da natureza da radiação. O limiar é diferente entre diferentes indivíduos devido à diferença de sensibilidade entre os mesmos. A probabilidade de ocorrência (números de indivíduos afetados) aumenta rapidamente com doses crescentes, acima do limiar, até que 100% das pessoas expostas apresentem os efeitos. A severidade do dano é proporcional à dose, a partir do limiar. Por exemplo, os efeitos na pele são: eritema (de 3 a 5 Gy), descamação úmida (20 Gy) e necrose (50Gy). A morte após exposições agudas, não ocorre com doses inferiores a 1 Gy. Outros efeitos determinísticos têm limiares de dose superiores a 0,5Gy. “Para doses maiores do que 0,5 Gy (50 rad) o efeito da radiação é chamado determinísticos ou mais comumente, não estocástico. Esse tipo de efeito geralmente resulta na morte celular”. Para efeitos determinísticos, as principais fontes de informação no homem vêm de estudos sobre os efeitos: Colaterais da radioterapia, nos radiologistas pioneiros, das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e de graves acidentes nucleares. São usados ainda informações obtidas a partir de estudos com microorganismos, células isoladas crescidas invitro ou animais.

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Interação da Radiação com o Tecido Biológico

 

No ambiente de diagnóstico por imagem na área da saúde pode produzir agressões, inclusive de caráter irreversível, aos trabalhadores, pacientes, e indivíduos do público. Os efeitos biológicos, são resultados da interação da radiação com a matéria, esses efeitos surgem principalmente devido a interação da radiação com o material genético da pessoa (DNA), ou moléculas associadas, onde lhe causarão danos irreversíveis ou reversíveis, de acordo com a eficiência do sistema de reparo celular do indivíduo exposto a outros fatores. Á medida que a radiação penetra nos tecidos, vai perdendo a energia através de uma série de colisões e interações ao acaso com os átomos e moléculas que lhe atravessam o caminho, essas colisões originam íons (elétrons arrancados da eletrosfera) que rompem ligações moleculares, causando alterações em moléculas vizinhas.

Dicas sobre proteção radiológica

Como um profissional totalmente responsável pelas próprias ações, a responsabilidade da proteção radiológica tanto do paciente quanto dos companheiros de trabalho é particularmente importante para os Técnicos e Tecnólogos em Radiologia Um estudo completo e a compreensão da proteção radiológica é essencial para todos, os Técnicos e Tecnólogos em Radiologia mas está além do escopo deste texto sobre anatomia e posicionamento. Entretanto, a aplicação ou os princípios de proteção radiológica são partes essenciais de um curso de anatomia e posicionamento radiológico, porque é responsabilidade de todos os, Técnicos e Tecnólogos em Radiologia sempre certificar-se de que a dose de radiação recebida tanto pelo paciente seja a mínima possível.

Proteção dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia

Os Técnicos e Tecnólogos em Radiologia devem sempre lembrar que pela própria natureza de seu trabalho sofrem exposição ocupacional à radiação e, portanto, devem seguir todas as práticas de segurança possíveis para limitar a exposição.de acordo com a Lei 8.080, de 19 de Outubro de 1990 Portaria nº 453 de 01 de Junho de 1998 ,Que regulamenta as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico em todo o território nacional , Os padrões federais permitem que os profissionais recebam até 5 rem por ano, uma dose máxima permissível (DMP) que é dez vezes maior que a dose-limite para a população geral. Entretanto, devido ao pequeno risco dos efeitos a longo prazo de baixos níveis de radiação, é importante que os profissionais limitem ao máximo possível a sua exposição. Há um princípio de proteção denominado ALARA que vai muito além na proteção do trabalhador que o nível da DMP. Este princípio afirma que a exposição ocupacional deve ser mantida "As Low As Reasonably Achievable" (no menor nível possível). Este é um importante principio pelo qual todos os, profissionais da radiologia devem se esforçar, A seguir é fornecido um resumo de quatro formas importantes para aumentar a Higiêne Radiológica no setor:

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Esterilidade e a profissão do radiologista

Como o assunto tem sido tópico de muitos questionamentos no sítio, vamos tratá-lo um pouco mais abaixo.

O efeito das radiações ionizantes em um indivíduo depende basicamente da dose absorvida (alta/baixa), da taxa de exposição (crônica/aguda) e da forma da exposição (corpo inteiro/ localizada).

Qualquer dose absorvida, inclusive das doses provenientes de radiação natural, pode induzir câncer ou matar células. A questão é de probabilidade de dano, probabilidade de mutações precursoras de câncer e número de células mortas. Quanto maiores as taxas de dose e as doses absorvidas, maiores as probabilidades de dano, de mutações precursoras de câncer e de morte celular. Danos podem ser reparados; mutações podem tanto representar falhas nos mecanismos de reparo como mecanismos de eliminação de células inviabilizadas pelo dano. A morte celular, resultante de quebras na molécula de DNA, da mesma forma que a eliminação de células mutantes, pode ser encarada como um mecanismo de eliminação de produtos inviabilizados pela presença de danos. A questão passa a envolver o número de células destruídas, o momento em que a morte celular ocorre, (considerado o estágio de desenvolvimento do ser (célula-ovo, embrião, feto, criança, adolescente, adulto, velhice), e o sexo do indivíduo irradiado. Nas tabelas I e II estão relacionados sintomas induzidos por exposições agudas localizadas e exposições de corpo inteiro. Em todos os casos de desenvolvimento de sintomatologia clínica o processo reflete a morte de um número significativo de células com comprometimento de órgão e/ou tecidos. A unidade de dose absorvida é o Gray (Gy). A dose média de radiação natural absorvida pela população mundial é de 2,6 Gy x 10-3 x ano .1 , isto é, 2,6 mGy por ano

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Perguntas frequentes sobre radioproteção

Perguntas mais frequentes

• O que são raios X médicos?

São radiações invisíveis e muito penetrantes produzidas por aparelhos especialmente fabricados para uso na área médica.

• Para que servem os raios X?

Servem para produzir imagens radiográficas (as chapas).

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O que é detrimento

O que é detrimento?

Atualmente é um termo genérico que se refere à redução do tempo de vida (combinação da probabilidade de desenvolver um câncer fatal e o número de anos perdido se isto ocorrer) e a morbidade (diminuição da qualidade de vida associada ao câncer não fatal e efeitos hereditários)

Dose letal?

São valores de dose que levam à morte. Estes valores estão acima de 10 Sv. Apesar que em casos de exposição do corpo inteiro, valores acima de 3 Gy podem levar ao colapso na medula óssea, do sistema gastro-intestinal ou no nervoso, levando à morte em 30 a 50 dias.

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Efeitos da Radiação no Corpo Humano

É de conhecimento mundial que a exposição à radiação gerada pela fissão nuclear pode trazer sérios danos à saúde. Talvez só quem já tenha sido vítima deste acidente saiba sobre os graves efeitos da radiação no corpo humano. Um assunto de tal importância precisa ser mais difundido, portanto, acompanhe a seguir os efeitos de tal radiação.

A radiação pode provocar basicamente dois tipos de danos ao corpo, um deles é a destruição das células com o calor, e o outro consiste numa ionização e fragmentação (divisão) das células.

O calor emitido pela radiação é tão forte que pode queimar bem mais do que a exposição prolongada ao sol. Portanto, um contato com partículas radioativas pode deixar a pele do indivíduo totalmente danificada, uma vez que as células não resistem ao calor emitido pela reação.

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Tipos de Detectores de Radiação Ionizante

A percepção da radiação, seja qualitativa ou quantitativa, só pode ser realizada com a ajuda de materiais ou instrumentos capazes de captar e registrar sua presença. A detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com um meio sensível (detector). Em um sistema detector os detectores de radiação são os elementos ou dispositivos sensíveis a radiação ionizante utilizados para determinar a quantidade de radiação presente em um determinado meio de interesse. A integração entre um detector e um sistema de leitura (medidor), como um eletrômetro ou a embalagem de um detector é chamado de monitor de radiação. Os sistemas detectores que indicam a radiação total a que uma pessoa foi exposta são chamados de dosímetros.
A diferença entre cada uma das categorias está relacionada com a faixa de energia de cada tipo de radiação que se deseja medir, bem como a resolução e eficiência que se deseja da medição. Cada tipo de detector possui uma aplicação onde sua eficiência será melhor e sua precisão maior.

Tipos de Detectores:

  • Detectores à gás;
  • Cintiladores;

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