Categoria: ‘Tomografia Computadorizada’
A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE CÔNICO (CONE BEAM)
O advento da tomografia computadorizada de feixe cônico representa o desenvolvimento de um tomógrafo relativamente pequeno e de menor custo, especialmente indicado para a região dentomaxilofacial. O desenvolvimento desta nova tecnologia está provendo à Odontologia a reprodução da imagem tridimensional dos tecidos mineralizados maxilofaciais, com mínima distorção e dose de radiação significantemente reduzida em comparação à TC tradicional.
Histórico
Os primeiros relatos literários sobre a tomografia computadorizada de feixe cônico para uso na Odontologia ocorreram muito recentemente, ao final da década de noventa. O pioneirismo desta nova tecnologia cabe aos italianos Mozzo et al, da Universidade de Verona, que em 1998 apresentaram os resultados preliminares de um “novo aparelho de TC volumétrica para imagens odontológicas. baseado na técnica do feixe em forma de cone (cone-beam technique)”, batizado como NewTom-9000. Reportaram alta acurácia das imagens assim como uma dose de radiação equivalente a 1/6 da liberada pela TC tradicional.
33 protocolos para exames de TC
Esta Sugestão de Protocolo do Instituto de Diagnóstico por Imagem foi idealizado pelo Radiologista Dr. Renato Campos Soares de Faria. Este Protocolo inclui os exames de Neuroradiologia, Cabeça e Pescoço, Coluna Vertebral, Músculo-Esquelético, Tórax, Abdome, Angio CT e Dental Scan em Geral. Esperamos que este Protocolo seja útil na prática diária de quem estiver começando.
Protocolos de Tomografia Computadorizada Espiral Selecione aqui o protocolo que deseja visualizar Protocolos Crânio Pescoço Coluna Vertebral Tórax Abdome Músculo Esquelético Angio CT Dental
Crânio
Protocolos para exames de Tomografia Computadorizada
PROTOCOLOS PARA EXAMES DE TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA – ANO 2006
1. CRÂNIO
a. Topograma: lateral
b. Orientação do corte: transversal
c. Início e final dos cortes: Forame magno ao vértice
d. Espessura de corte:
i. Fossa posterior: 2 a 5 mm
ii. Supra-tentorial: 5 a 10 mm
e. Incremento de corte:
i. Fossa posterior: até 5 mm
ii. Supra-tentorial: até 10 mm
f. FOV: Adequar à região de interesse
g. Técnica:
i. KV: “standart”
ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de
imagem
h. Reconstrução: Partes moles
i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos com 70 kg
ou mais: 100 ml
j. Documentação:
i. Em filme: até 20 imagens/folha
1. Partes moles:
a. Fossa posterior: 30 a 40 (centro); 130 a 180 (abertura)
b. Supra-tentorial: 30 a 40 (centro); 70 a 90 (abertura)
2. Ósseas (sempre que houver suspeita de lesão óssea)
a. 300 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura)
Resumo sobre Tomografia Computadorizada
DEFINIÇÃO
Do grego tome, corte + graphein, escrever. Procedimento radiológico de reconstrução informática da imagem de um corte do corpo a partir de uma série de análises de densidade efetuadas pela oscilação e/ou rotação do conjunto de tubos de raios X detectores.
A tomografia computadorizada (TC) é um dos métodos de exame mais confiáveis e seguros disponíveis atualmente. É rápida, simples e totalmente indolor. A TC se constitui num aparelho de Raios X muito mais complexo que o convencional. Uma imagem de Raios X normal é plana, sendo que o paciente fica posicionado entre o tubo ou ampola que emite Raios X e o filme fotográfico que receberá esses raios. O que se obtém é uma projeção em duas dimensões do interior do corpo do paciente. Nas máquinas de tomografia a ampola que emite os Raios X gira totalmente em volta do corpo do paciente e, a medida em que gira, emite Raios X em 360 graus, ou seja, fazendo uma circunferência complete em torno do paciente. Na TC o Raio X é concentrado num feixe estreito que passa apenas por uma pequena parte (fatia) do corpo.
Ao contrário da tomografia linear, onde a imagem de um corte fino é criada mediante borramento da informação de regiões indesejadas, a imagem da TC é construída matematicamente usando dados originados apenas da seção de interesse. A geração de tal imagem é restrita a cortes transversais da anatomia que são orientados essencialmente perpendiculares à dimensão axial do corpo. A reconstrução da imagem final pode ser realizada em qualquer plano, mas convencionalmente é realizada no plano transaxial.
Tomografia Helicoidal
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A Tomografia Computadorizada Helicoidal é um avanço técnico que permite imagens mais rápidas e precisas do que a Tomografia Computadorizada padrão. A Tomografia Computadorizada Helicoidal permite realização da imagem e injeção do meio de contraste simultaneamente, de modo que as imagens possam ser adquiridas durante fases específicas do realce pelo meio de contraste. As aplicações clínicas da Tomografia Computadorizada Helicoidal incluem todas as aplicações da Tomografia Computadorizada convencional no tórax, abdome e sistema músculo-esquelético, além de uma variedade de novas aplicações como Angiotomografia e imagem tridimensional. |
O que é PET e SPECT
PET e SPECT
A história desses exames começa na década de 60 e o precursor deles foi o que se conhecia por mapeamento de tireóide (cintilografia de tireóide). Naquela época se injetava uma substância ligada a iodo radioativo no paciente, esse iodo era capturado pela glândula tireóide e uma câmara detectava os raios gama que emanavam do iodo radioativo e, tal como um contador “geige”, registrava a imagem radioativa num papel e a cores.
A imagem do mapeamento de tireóide era composta por pontinhos, e tinha uma densidade de pontinhos maior nas regiões onde o metabolismo da tireóide era mais alto, ou seja, onde as células estavam capturando mais iodo, portanto, onde as células eram mais ativas. O mapeamento de tireóide tratava-se, então, de um exame funcional, examinava a função da glândula. Fazia-se assim um mapa funcional da glândula. Através desse mapa podia-se ver partes da glândula que funcionavam de mais ou de menos.
Os atuais PET e SPECT funcionam com o mesmo princípio do antigo mapeamento de tireóide, apenas foi acrescido e requintado com sofisticação técnica e com os modernos recursos da informática.
O que é Tomografia Computadorizada
A Tomografia Computadorizada (TC) se constitui num aparelho de Raios X muito mais complexo que o convencional. Uma imagem de Raios X normal é plana, sendo que o paciente fica posicionado entre o tubo ou ampola que emite Raios X e o filme fotográfico que receberá esses raios. O que se obtém é uma projeção em duas dimensões do interior do corpo do paciente.
Nas máquinas de tomografia a ampola que emite os Raios X gira totalmente em volta do corpo do paciente e, à medida em que gira, emite Raios X em 360 graus, ou seja, fazendo uma circunferência complete em torno do paciente. Essa técnica foi chamada de Tomografia Computadorizada e foi criada por Godfrey Houndsfield e Allan Cormack em 1972. Por esse trabalho esses pesquisadores receberam o prêmio Nobel de Medicina de 1979. Na TC o Raio X é concentrado num feixe estreito que passa apenas por uma pequena parte (fatia) do corpo.
Além da ampola emissora de Raios X que gira em torno do paciente, há também um complexo conjunto de detectores de Raios X vai simultaneamente recolhendo esses raios do lado oposto à ampola, portanto, girando também nos 360 graus. A intensidade do Raio X que chega em um detector é convertida em um sinal digital e se chama de “varredura” do feixe. Os Raios X recolhidos pelos detectores são variavelmente atenuados pelo corpo do paciente, cuja variação na densidade dos diversos tecidos corpóreos deixam passar maior ou menor quantidade de raios.
Sistema Computacional do Aparelho de Tomografia Computadorizada
O sistema computacional é responsável pela geração das imagens tomográficas a partir do processamento dos sinais enviados pelos detectores de radiação. Para isso possui software específico que contém algoritmo especiais capazes de obter a imagem digitalizada apresentada no vídeo a partir dos sinais enviados pelos detectores. Esta imagem é armazenada no computador, que possibilita sua manipulação de acordo com a necessidade do operadorO computador é também responsável por toda a programação do equipamento que permite inclusive testes de calibração para o eficiente funcionamento do sistema. A programação permite definir os parâmetros de alimentação do tubo, posições de planos de corte, distância entre eixos de cortes etc., ou seja, é através do computador que se faz todo o controle do sistema, da geração de imagens e da programação dos exames. A quantidade de dados a ser trabalhada para obter as imagens é muito grande e, por isso, o sistema computacional deve possuir alta velocidade de processamento. E, como as imagens médicas se apresentam em grandes pacotes, o sistema deve possuir uma elevada capacidade de memória para processamento e armazenagem.
Detectores de Imagens de um Aparelho de Tomografia Computadorizada
Os detectores de radiação são responsáveis pela captação da radiação que ultrapassa o objeto, transformando em um sinal elétrico que após digitalizado, pode ser reconhecido pelo computador. Uma vez definido o valor de alta-tensão (kV) aplicada ao tubo de raios X e da corrente catodo-anodo (mA), a intensidade do feixe (I) que sai do tubo de raios X em direção ao objeto está determinada. Os detectores permitem determinar a quantidade de radiação que conseguiu atravessar o objeto sem interagir e, desta forma, o computador obtém a parcela do feixe absorvida no trajeto por ele percorrido.
Os detectores utilizados nos aparelhos de TC devem apresentar uma alta eficiência na transformação do sinal de radiação em sinal elétrico para permitir a diminuição da dose no paciente. Deve permanecer estável durante a vida útil do equipamento e ser pouco sensível à variação de temperatura que naturalmente ocorre no interior do gantry. Três fatores são preponderantes na eficiência do detector: sua eficiência geométrica, sua eficiência quântica e sua eficiência de conversão do sinal.
A eficiência geométrica está associada à área do detector sensível à radiação em relação à área total do detector que fica exposta ao feixe. Os espaçamentos entre as células detectoras utilizados para reduzir o ruído originado de radiação secundária, ou regiões do detector não sensíveis promovem a degradação desse fator.


