Dicas de radiologia

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Revelação Automática de Filmes Radiograficos

REVELAÇÃO AUTOMÁTICA

A demanda por radiografias fez com que os radiologistas e os departamentos de radiologia fossem desafiados a se tornarem cada vez mais eficientes no uso de instalações disponíveis para produzir radiografias ideais. A revelação automática de filme de Raios-X tem se tornado um grande fator no manuseio com sucesso, deste crescente volume de trabalho. A automatização da revelação é possível graças à combinação de três elementos: Processadoras; Substâncias químicas especiais; Filmes compatíveis. Trabalhando em conjunto, estes elementos oferecem um meio rápido de produzir radiografias adequadamente reveladas.

Interação dos componentes
A essência da revelação automática é a interação controlada do filme, substâncias químicas e processadoras. Para revelar, fixar, lavar e secar uma radiografia no curto tempo disponível no processo automático, requer vários fatores, entre eles substâncias químicas especialmente formuladas e rígido controle das temperaturas da solução, agitação e reforço. As características do filme devem naturalmente ser compatíveis com as condições de revelação com o diminuído tempo de revelação e com o sistema de transporte mecânico.

Processadoras automáticas
O processamento de maneira geral é idêntico, com variações nos tempos seco a seco, de acordo com o tempo há variações de fluxo e temperaturas, é composta de três tanques e um secador, motor condutor, conjuntos de racks, termostatos de controle de temperatura de circulação, de fluxo, de tempo de processamento, etc. A instalação é feita com o corpo no lado de dentro da Câmara Escura (CE) executando algumas “corpo fora da Câmara Escura”. Na parte de dentro da câmara escura, esta localizada a gaveta onde são colocados os filmes para os processamentos, em seguida os filmes são impulsionados pelos roletes dos racks, que são movimentados por um motor central, e são colocados nos tanques que se movimentam em tempos controlados puxando os filmes de seco a seco, revelando, fixando, lavando e secando, o que demora em média de 45, 90, 150 a 180 segundos.

Manutenção das processadoras
Alguns dos procedimentos padrões de manutenção para a adequada operação da processadora, são os seguintes:

  • Freqüente verificação dos níveis de solução, proporção de reforço, temperaturas fornecimento de água e recirculação da solução.
  • Limpeza dos tanques, dos bastidores de revelação, passadores, filtros e tubos de ar do secador. Os depósitos químicos devem ser removidos dos rolos.
  • As soluções de limpezas dos sistemas devem ser utilizadas de acordo com as instruções do fabricante, se houver propagação biológica ela deve ser removida de acordo com as recomendações.
  • Deve-se utilizar bandejas de escorrimento e protetores contra respingos ao se remover ou instalar os bastidores.
  • Trocar os filtros nos sistemas de circulação e nos condutores de água.
  • Ao iniciar o trabalho do ai, sugere-se colocar algumas folhas de filme de limpeza na processadora. Este procedimento ajuda a remover os precipitados, sujeiras e outras substâncias que podem ter sido depositadas nos rolos. Existem filmes de limpezas para os rolos de transporte fabricados com esta finalidade.

Sistemas dos processos automáticos
As processadoras automáticas incorporam vários sistemas, os quais transportam, revelam e secam o filme, alem de reforçar e recircular as soluções de revelação.

Sistemas de transportes

  • Tem a função de transportar o filme através das soluções do revelador e do fixador e pelas seções de lavagem e secagem.
  • Mantém o filme em cada etapa do ciclo de revelação durante o exato tempo requerido.
  • E também, produz uma radiografia pronta pra ser analisada.

O filme é transportado por um sistema de rolos que funcionam por um motor de velocidade constante.
O sistema, ainda desempenha duas outras funções importantes para a rápida produção de radiografias de alta qualidade.
Em primeiro lugar, os rolos produzem agitação vigorosa e uniforme das soluções na superfície dos filmes, o que contribui pra a uniformidade da revelação.
Em segundo lugar, a ação espremedora dos últimos rolos remove a maioria das soluções do filme, reduzindo as substâncias, prolongando a vida do fixador e aumentando a eficiência da lavagem.

Sistema de água
O sistema de água na maioria dos reveladores tem duas funções: lavar o filme e ajudar a estabilizar a temperatura das soluções de revelação. A água temperada (fria e quente) passa por um regulador de fluxo que mantém um fluxo de água adequado e constante. Dependendo da processadora parte ou toda a água é usada para ajudar a controlar a temperatura do revelador. Em outras ajuda a regular também a temperatura do fixador. O controle adequado da temperatura do revelador e lavagem do filme é feito com água de diversas temperaturas.

Sistema de Recirculação

A recirculação das soluções do fixador e do revelador, desempenham as funções de misturar uniformemente as soluções de revelação e reforço, ajudando a manter a temperatura adequada e a atividade química, e também mantém as soluções misturadas e agitadas em constante contato com o filme. A recirculação da solução do fixador é semelhante a do revelador, com a diferença de que a temperatura do fixador pode ser controlada pela temperatura do revelador ao invés de um ter um regulador separado.

Sistemas de reforços
Sem o reforço a atividade química das soluções de revelação diminuiria com o seu uso. O reforço exato é essencial para a revelação adequada do filme para prolongar a vida das soluções de revelação. Além do mais em uma processadora automática, se as soluções não forem devidamente reforçadas, o filme pode não secar e nem ser transportado corretamente. O reforço é misturado nas soluções da processadora através de bombas de recirculação. As quantidades de reforço devem ser ajustadas e verificadas periodicamente. O reforço excessivo do revelador pode resultar em baixo contraste e menor densidade máxima, o reforço insuficiente resulta em ganho de velocidade e contraste, mas o bastante escasso resulta na perda dos dois.

Sistema de secagem
A rápida secagem da radiografia revelada depende do adequado condicionamento do filme nas soluções de revelação, da remoção eficiente da umidade da superfície pelos rolos espremedores e do bom fornecimento de ar morno, que atinge ambas as superfícies da radiografia. O ar quente é fornecido para a seção do secador através de um compressor. A maioria do ar morno é re-circulados, o resto é ventilado para evitar a acumulação excessiva de umidade no secador e ar fresco é aspirado para dentro do sistema em substituição ao ar ventilado. Estes são os principais sistemas da revelação automática. É o meio pelo qual se efetua o meticuloso controle de revelação dia após dia. Entretanto, estes sistemas não podem por si só produzir radiografias de qualidade, prontas para serem analisadas.

Química de revelação automática
A revelação automática não é simplesmente a mecanização da revelação manual, mas sim processo que depende da revelação entre a mecânica, as substâncias químicas e o filme. Para responder as necessidades e condições especificas da revelação automática foram desenvolvidas substâncias químicas especiais.

Substâncias químicas da revelação automática
a revelação automática impõe requisitos bem diferentes nas substâncias químicas. Revelar e fixar as imagens, as substâncias químicas de revelação devem evitar a excessiva dilatação, resvalamento ou pegajosidade da emulsão e devem permitir que o filme seja lavado e secado rapidamente. Em processadoras automáticas, se um filme se tornar escorregadio, pode atrasar-se no sistema de transporte de maneiras que os filmes que o seguem o alcancem e sobreponham-se a ele; ou pode tornar-se tão pegajoso que fica grudando e enrolado em um dos rolos. Se a emulsão se torna macia ela pode ser danificada pelos rolos. A melhor maneira de se controlar as variações das propriedades físicas do filme é através de substâncias químicas especiais. Para simplificar e para melhor beneficio possível de um departamento de radiologia a revelação deve ser rápida.

Alimentação do filme – Processadoras automáticas
As folhas de filmes devem ser colocadas na processadora automática de acordo com o diagrama fornecido pelo fabricante do equipamento. Filmes de tamanhos menores do que o recomendado, podem ser colocados na processadora somente após terem sido afixados com fita adesiva. Esta fita deve ser imune as soluções e temperaturas da processadora e seu lado adesivo não deve ser exposto. Uma leve pressão no rolo, assim que este é colocado na processadora, mantém o filme corretamente alimentado. Este procedimento impede qualquer agrupamento no sistema de rolos, que possa ocorrer se o filem se desviar. Para evitar arranhões ou quaisquer outros tipos de danos, devido ao manuseio, enrole o filem em carretel assim que ele surge da secção de secagem do revelador. As vezes surgem alguns problemas devido as aplicações deliberadas pelos usuários de condições de revelação diferente das recomendadas pelos fabricantes. Por exemplo é possível aumentar a velocidade e o contraste de um filme através de sua revelação a uma temperatura mais elevada do que a recomendada pelo fabricante, ou é possível aumentar a latitude de um filme através de uma revelação em soluções que não foram recomendadas. As recomendações dos fabricantes são meio-termos feitos para oferecer margens de tolerâncias para variedades de possibilidades. É importante lembrar que as mudanças nas condições de revelação, poderão trazer grandes efeitos na imagem radiológica e que o controle cuidadoso das condições de revelação é essencial para se obter qualidade radiográfica constante.

Controle de qualidade
O uso de um programa de controle de qualidade não irá somente fornecer uma reprodutibilidade, mas também dará ao usuário uma confiança no sistema de controle de exposição, que forem estabelecidas. Para que alcancem estes dois objetivos (reprodutibilidade e confiança), deverá ser estabelecido um tempo determinado para o uso dos químicos para que os mesmos não venham influenciar nas radiografias. Uma vez que foi estabelecido um programa de controle de qualidade para a revelação será mais fácil manter uma produtividade com qualidade radiográfica uniforme, por que as variações desta fonte serão reduzidas. O propósito de um programa de controle de qualidade é o de manter sempre radiografias excelentes, mas o que consiste na excelência de uma radiografia é uma questão subjetiva. Estabelecer o controle de qualidade deve-se estabelecer os critérios fundamentais, juntamente com a margem de tolerância para os fatores técnicos sendo monitorados. Estes critérios devem ser determinados e baseados nas necessidades diagnosticas do radiologista.

Revelação Manual de Filmes Radiograficos

REVELAÇÃO MANUAL

Tempo e Temperatura
A revelação para filmes de Raios-X são mais eficientes quando usadas dentro de um limite de temperatura (temperatura ideal 21ºC). Em temperaturas abaixo da recomendada, algumas das substâncias químicas claramente atrasam sua atividade e podem causar uma revelação insuficiente e uma fixação inadequada. Temperaturas acima da recomendada a atividade é muito alta para o controle da revelação manual. A temperatura de revelação prescrita pelo fabricante é geralmente recomendada por várias razões.

  • Primeiro: se obtêm o bom desempenho sensitométrico do filme, isto é, o contraste e a velocidade do filme são satisfatórios e o véu é mantido a um nível aceitável.
  • Segundo: a revelação se processa em tempo conveniente.
  • Terceiro: com dispositivos modernos de preparar soluções, a temperatura é geralmente mantida.

Manter as soluções na temperatura recomendada fará com que o usuário possa obter as melhores características sensitométricas e também terá a vantagem de um tempo padrão de revelação, fixação e lavagem. A revelação por tempo e temperatura é mais preferível do que a revelação por simples observação a qual na realidade requer mais atenção, habilidades e critérios. Quando os tempos e as temperaturas são cuidadosamente correlacionados, conforme recomendado pelo fabricante, qualquer falta de densidade na radiografia pode ser atribuída a subexposição demasiada em vez da revelação excessiva. Este fato é importante ao se determinar os ajustes na exposição.

Reforço para revelação manual
A atividade de um revelador não reforçado diminui gradualmente devido à exaustão. Mesmo quando o revelador não esta sendo usado, a atividade pode diminuir vagarosamente por causa da oxidação do agente revelador pelo ar. Esta exaustão, se não for contra-balanceada, gradualmente resultará em revelação deficiente e afetará o contraste e a velocidade de modo adverso. A melhor forma de se compensar estas perdas é o uso do sistema onde a atividade e os volumes da solução são mantidos através de um reforço químico adequado. O sistema de reforço é eficaz e simples só é preciso adicionar uma solução ao revelador original pra compensar a perda da atividade e assim permitir um tempo constante de revelação. O reforço desempenha a dupla função de manter o nível liquido no tanque e de manter a atividade da solução. Co este método, os filmes devem ser removidos rapidamente do revelador sem permitir que o excesso de solução escorra de volta para o tanque. Em todos os casos a solução deve ser jogada fora ao final de três meses, por causa da oxidação pelo ar, e o acumulo de gelatina, sedimentos e impurezas do mecanismo que acabam infiltrando na solução.

Procedimentos
No que diz respeito aos procedimentos seguidos na revelação manual, certifique-se de consultar as recomendações do fabricante, uma vez que elas podem variar de produto a outro. Primeiramente, usando diferentes espátulas, misture bem as soluções pra igualar a temperatura e a atividade química em todos os tanques. Em seguida, determine as temperaturas das soluções. Logo após, baseando-se no tempo e na temperatura da solução do revelador, ajuste o cronômetro para intervalos adequados. Mergulhe imediatamente o filme no revelador e golpeie levemente a colgadura contra a parede do tanque para remover as bolhas de ar da superfície do filme. Alguns filmes não devem ser removidos durante a agitação. É aconselhável escorrer o filme no espaço entre os tanques ao invés de colocar o filme não escorrido diretamente no próximo tanque, desta forma prolongando a vida das soluções.

Enxágüe
Após o filme ter sido revelado, deve ser mergulhado em um banho enxaguador de água corrente límpida ou ainda em uma solução de banho interruptor. O tempo mínimo para o enxágüe ou banho interruptor é de aproximadamente 30 segundos. As temperaturas de todas as soluções devem ser mantidas próximas da emulsão. Após o enxágüe, o filme deve ser novamente escorrido de maneira que a menor quantidade possível de liquido seja transferida para o fixador.

Lavagem
Os filmes devem ser devidamente lavados para se remover as substâncias químicas da emulsão. Para evitar uma eventual descoloração e desbotamento da imagem. São necessários, uma boa quantidade de água corrente e límpida, a qual deve fluir de tal forma que ambas as superfície de cada filme receberam água fresca continuamente. O tempo requerido pra uma adequada lavagem, depende da temperatura da água, da sua qualidade, do ritmo do fluxo e turbulência da água, do tipo de filme e de certa forma do tipo do fixador. Deve-se seguir as recomendações do fabricante quanto ao tempo de lavagem, que é freqüentemente entre 5 a 30 minutos. Os filmes de “exposição direta” requerem um maior tempo de lavagem, por que sua emulsão tende a ser mais pesada. A lavagem deve ser cronometrada a partir do mergulho do ultimo filme na água, porque os filmes lavados ou parcialmente lavados não só absorverão as substâncias químicas do fixador das águas contaminadas como também liberarão estas substâncias na água renovada. Assim, conforme mais filmes são adicionados ao tanque, os filmes podem ser movidos progressivamente na direção contra a corrente para perto da entrada de água de maneira que os filmes prontos sejam lavados na água mais límpida e recente. A lavagem será mais eficaz se for feita através de um sistema de cascata no qual a água flui através de dois ou mais tanques pequenos em vez de um tanque grande. Deve-se deixar o filme descansando por dois a três segundos após ser retirado da água.

Agente umedecedor
Com o objetivo de evitar marcas de água e secagem na radiografia e de acelerar a secagem, enxágüe por cerca de 30 segundos em um agente umedecedor após ter sido retirado da água da lavagem. O agente reduz a tensão da superfície da água no filme evitando a formação de gotículas de água, que deixam marcas quando secas.

Secagem
É a etapa mais simples da revelação, e também bastante importante. A secagem indevidamente realizada pode resultar em marcas de água ou deteorização da gelatina devido à excessiva temperatura. As temperaturas de secagens devem ser rigorosamente seguidas pelas recomendações do fabricante. Tem a função de trazer ao estado normal a emulsão de modo uniforme, limpo e dentro de um intervalo de tempo razoável, nesta fase podem acontecer defeitos, como deposição de pó ou fios na emulsão, presença de pequenas gotas d’água causando manchas e falta de espaçamento entre as películas grudando umas nas outras. Para evitarmos estes defeitos, após a lavagem devemos imergir o filem em uma solução que contenha agente umedecedor, diminuindo a tensão superficial, reduzindo o risco de que a água seque de forma desigual. Os secadores consistem em uma cabine na qual a umidade é retirada do ar através de substâncias químicas e o ar dês-umedecedor é re-circulado sobre o filme. Assim que estiverem secos, os filmes devem ser retirados do secador para evitar que se torne quebradiço e deve-se cortar as pontas para retirar as marcas dos grampos. As radiografias podem ser penduradas para secar em bastidores em uma área livre. Independente dos métodos usados para a secagem, os filmes devem estar bem separados uns dos outros, pois se entrarem em contato durante a secagem, eles podem apresentar marcas de secagem ou podem grudar-se uns aos outros.

Acidentes Radioativos


rADIOLOGIA

CAUSAS

  • Defeito nos equipamentos de proteção radiológica;
  • Defeito nos equipamentos emissores de radiação;
  • Fadiga do Operador.
  • Horario inadequado de trabalho;
  • Extravio ou furto de equipamento emissor de radiação;
  • Incêndio;
  • Acidente com viatura que transporte material radioativo;
  • Relaxamento nas medidas de segurança.

PROVIDÊNCIAS

  • Isolar a área;
  • Afastar as Pessoas;
  • Identificar a fonte de contaminação ou irradiação;
  • Contatar o Supervisor de Proteção Radiologica;
  • Proceder a Análise de estimativa das doses;
  • Descontaminar a área (fontes não seladas);
  • Convocar os Possiveis irradiados ou contaminados para se submeterem a exames médicos;
  • Analisar o evento e implementar procedimentos para evitar novos acidentes.

Sistema Computacional do Aparelho de Tomografia Computadorizada

O sistema computacional é responsável pela geração das imagens tomográficas a partir do processamento dos sinais enviados pelos detectores de radiação. Para isso possui software específico que contém algoritmo especiais capazes de obter a imagem digitalizada apresentada no vídeo a partir dos sinais enviados pelos detectores. Esta imagem é armazenada no computador, que possibilita sua manipulação de acordo com a necessidade do operadorO computador é também responsável por toda a programação do equipamento que permite inclusive testes de calibração para o eficiente funcionamento do sistema. A programação permite definir os parâmetros de alimentação do tubo, posições de planos de corte, distância entre eixos de cortes etc., ou seja, é através do computador que se faz todo o controle do sistema, da geração de imagens e da programação dos exames.  A quantidade de dados a ser trabalhada para obter as imagens é muito grande e, por isso, o sistema computacional deve possuir alta velocidade de processamento. E, como as imagens médicas se apresentam em grandes pacotes, o sistema deve possuir uma elevada capacidade de memória para processamento e armazenagem.

Painel de Controle

O painel de controle permite o comando do aparelho de TC, que é feito através do console de seu computador, com o auxílio de um teclado através do qual se faz a introdução de dados, e um monitor que permite visualizar a programação da aquisição de dados que será feita e também as imagens obtidas.

Imagem Físic

O sistema para geração da imagem física é um acessório dos aparelhos de TC fundamental importância, pois possibilita a documentação física do exame e muitas vezes essa é a imagem utilizada para gerar o laudo diagnóstico. Após a seleção das imagens a serem registradas em suporte físico, essas imagens são organizadas de acordo com uma disposição predefinida para preencher um filme. Existem basicamente dois sistemas de geração de imagens físicas, o sistema convencional e a impressão a laser.No sistema convencional as imagens selecionadas são

registradas em um filme radiográfico próprio que, após sensibilizado, deve ser colocado em uma processadora para que seja revelado de maneira semelhante aos sistemas convencionais de diagnósticos por raios X.

No sistema de impressão a laser, as imagens selecionadas e organizadas no terminal de vídeo podem ser enviadas diretamente para a impressora, que as imprimirá sobre o suporte físico desejado (papel ou filmes). Esse sistema é mais rápido e menos trabalhoso, mas seu custo é superior ao do sistema convencional.

Detectores de Imagens de um Aparelho de Tomografia Computadorizada

Os detectores de radiação são responsáveis pela captação da radiação que ultrapassa o objeto, transformando em um sinal elétrico que após digitalizado, pode ser reconhecido pelo computador. Uma vez definido o valor de alta-tensão (kV) aplicada ao tubo de raios X e da corrente catodo-anodo (mA), a intensidade do feixe (I) que sai do tubo de raios X em direção ao objeto está determinada. Os detectores permitem determinar a quantidade de radiação que conseguiu atravessar o objeto sem interagir e, desta forma, o computador obtém a parcela do feixe absorvida no trajeto por ele percorrido.

Os detectores utilizados nos aparelhos de TC devem apresentar uma alta eficiência na transformação do sinal de radiação em sinal elétrico para permitir a diminuição da dose no paciente. Deve permanecer estável durante a vida útil do equipamento e ser pouco sensível à variação de temperatura que naturalmente ocorre no interior do gantry. Três fatores são preponderantes na eficiência do detector: sua eficiência geométrica, sua eficiência quântica e sua eficiência de conversão do sinal.

A eficiência geométrica está associada à área do detector sensível à radiação em relação à área total do detector que fica exposta ao feixe. Os espaçamentos entre as células detectoras utilizados para reduzir o ruído originado de radiação secundária, ou regiões do detector não sensíveis promovem a degradação desse fator.

A eficiência quântica refere-se à parcela do feixe de raios X incidente sobre o detector que é absorvido por ele e que contribui para a medição do sinal. A eficiência de conversão está associada à capacidade de converter o sinal de radiação absorvida em um sinal elétrico. A eficiência total do detector é a resultante do produto dessas três eficiências e encontra-se em uma faixa de 0,45 a 0,85. Essa faixa de eficiência menor que implica um aumento na intensidade do feixe incidente que resulta em uma maior dose no paciente.

Os aparelhos de TC podem utilizar dois tipos de detectores de radiação: os detectores de câmara de ionização e os detectores de estado sólido. Os detectores de câmara de ionização utilizam gás inerte pressurizado, como o xenônio. Neste caso, a radiação que atinge o gás gera sua ionização, e esta ionização gerada proporciona o aparecimento de um pulso de corrente. O valor do pulso de corrente gerado é proporcional à quantidade de átomos ionizados. Assim, quanto maior o número de fótons que atinge a câmara de ionização, maior o número de íons gerados, maior o valor da corrente elétrica circulante e vice-versa. A alta pressão colocada nas câmaras de ionização, cerca de 25atm, tem por objetivo aumentar o número de átomos contidos no pequeno volume do detector, aumentando, assim, a probabilidade de interação dos fótons X com os átomos do gás. No entanto, a eficiência de detecção das câmaras, dada pela relação entre os fótons capturados em relação aos fótons incidentes, é de apenas 45%. Apesar da baixa eficiência, os detectores do tipo câmaras de ionização são mais baratos e apresentam boa estabilidade.

Construídos em um conjunto cintilidor-detector, os detectores de estado sólido são fabricados com materiais semicondutores dopados. Esses detectores semicondutores, fotodiodos, são capazes de permitir a circulação de corrente elétrica quando estimulados por fótons luminosos. A intensidade da corrente circulante é proporcional ao número de fótons que os atinge. Este sinal elétrico é enviado ao computador e utilizado como fonte de dados para a obtenção da imagem final. Para transformação dos fótons X em fótons luminosos são utilizados conversores, os cintiladores. A eficiência de um detector semicondutor pode chegar a 99%, mas as condições relativas ao tamanho e à proximidade dos detectores no arco dos aparelhos de TC fazem com que à eficiência desse tipo de detector esteja na mesma faixa daqueles detectores por câmara de ionização.

Os cintiladores utilizados em TC são feitos de ligas cerâmicas compostas de enxofre, oxigênio, gadolíneo e ítrio (Gd2O2S, Y2O3 e Gd2O3), dopadas com praseodímio, európio, ou cério e utilizados para a conversão dos raios X em fótons luminosos. Os cintiladores cumprem uma função semelhante à das telas intensificadoras utilizadas nos aparelhos convencionais de raios X. Diferentemente das telas intensificadoras, os cintiladores necessitam de um tempo pequeno para a conversão de fótons X em fótons luminosos, uma vez que, durante uma volta completa do arco de detectores, centenas de informações são enviadas ao computador por cada canal detector.

Gerador de Raios-X em um Aparelho de Tomografia Computadorizada

O aparelho de raios X da Tomografia Computadorizada é igual ao raios X convencional, difere que durante a geração do feixe o tubo está em movimento circular. Além disso, seu tempo de funcionamento contínuo é muito maior e, por essa razão, necessitam de um encapsulamento mais resistente que promove uma maior filtração do feixe gerado. A alimentação da alta-tensão em corrente contínua utiliza sistemas retificadores de alta freqüência, de maneira a gerar uma alta-tensão praticamente contínua com fator de ripple próximo de zero, garantindo a estabilidade no valor do fluxo de fótons do feixe durante todo o processo de irradiação.

Os aparelhos de TC geram e acumulam muito mais calor, necessitando de um sistema de refrigeração bem desenvolvido que utiliza líquido refrigerante (densidade, viscosidade, condutividade térmica e calor específico) com circulação forçada, além de um sistema de radiador para a transferência do calor retirado pelo líquido refrigerante do tubo para o meio externo. Têm anodos giratórios como rotações acima de 10000 rpm que auxilia na dissipação do calor.

A área do foco físico sobre a pista-alvo do anodo varia entre 0,5mmx0,7mm e 1,7mmx1,6mm para a maioria dos tubos. O feixe é policromático (com fótons de energia variável), sendo que os fótons são gerados em sua maioria por freamento (bremsstrahlung), numa faixa de energia que varia de 30keV a 140keV.

O pós-colimador cumpre a função de restringir a radiação que atinge o arco detector. Permite que a parcela do feixe primário que ultrapassa o paciente atinja o arco detector, evitando que a maior parte da radiação secundária espalhada atinja os detectores e gere ruídos que prejudicam a qualidade da imagem.

O tamanho da abertura do gantry influencia significativamente as características do tubo de raios X. conforme pode ser visto na figura 7, quanto maior a abertura do gantry, maior a distância entre o foco do feixe de raios X e o arco de detectores (dfa). Como a quantidade de radiação que deve chegar aos detectores, para ser convertida em informação, deve ser a mesma, independentemente da distância entre o foco do feixe e o arco de detectores, e como a densidade de fótons do feixe diminui com a distância do foco de forma quadrática, os feixes para gantrys com maiores aberturas devem ter uma intensidade inicial maior. Portanto, gantry com maiores aberturas requerem a geração de feixes de raios X mais intensos.

Um feixe que apresente maior intensidade implica um tubo gerador de raios X que demanda maior potência elétrica da rede de alimentação. Conseqüentemente, esse tubo gera maior quantidade de calor durante o processo de geração do feixe de raios X. Essa maior quantidade de calor implicará a utilização de um sistema de refrigeração mais eficiente para que o processo ocorra sem superaquecimento. Esses fatores promovem um maior aumento dos custos dos gantrys com aberturas maiores.

A vantagem desse tipo de gantry está no fato de comportar pessoas com maior massa corporal que não podem ser diagnosticadas em aparelhos com aberturas menores. Outro fator importante é que, se o feixe de raios X inicial é mais intenso, depositará maior quantidade de energia no paciente. Portanto, pacientes com massa corporal menor receberão doses de radiação mais altas nos aparelhos que possuem gantrys com abertura maior.

A faixa de tensão de trabalho dos tubos de raios X está entre 80kV e 140kV e através desse controle é feito o controle da característica de penetração do feixe. O aumento da intensidade do feixe do tubo está associada a potência do tubo demandada que diretamente associada a um aumento do valor da corrente catodo-anodo (mA).

Outro fator que promove o aumento da potência do tubo é o aumento da velocidade de rotação em torno do paciente. Do mesmo modo, como a quantidade de fótons X que atingirá os detectores deve permanecer, um aumento da velocidade de rotação do tubo em torno do paciente implicará um aumento na intensidade do feixe. No entanto, não ocorre aumento da dose no paciente.

Falando mais a Fundo Sobre os Aparelhos de Tomografia Computadorizada

O aparelho de TC permite gerar a imagem de um corte anatômico axial como o auxílio de um computador. O método utiliza um tubo gerador de raios X que emite radiação enquanto se move em círculo, ou semicírculo, em torno do objeto do qual se deseja gerar imagem. Ao invés de gerar a imagem diretamente sobre o filme radiográfico, a radiação que atravessa o objeto é captada por detectores posicionados em oposição à fonte de radiação, após o objeto.

As imagens tomográficas são reconstruídas através de um grande número de medições em diversas posições do sistema tubo-detector em relação ao objeto. Os dados coletados pelos detectores são convertidos em um sinal digital e enviados ao computador. Como se utiliza um feixe delgado para irradiar o volume, apenas uma fatia delgada do volume é irradiada por vez. A fatia  irradiada é dividida em pequenas unidades de volume denominadas voxel.

Os detectores captam a parcela do feixe que atravessou o objeto, gerando um sinal elétrico que é convertido em um sinal digital e enviado para o computador. Após a aquisição de um grande número de medições, o computador fará o tratamento dessas informações para determinar a parcela do feixe absorvida por cada um dos voxels que compõem a fatia irradiada, que está associado ao valor do coeficiente de atenuação linear (µ) do tecido que compõe cada voxel.

Determinado o valor da atenuação para cada voxel, o próximo passo consiste na construção da imagem digital que representará a fatia irradiada. Cada elemento componente da imagem digital é denominado pixel, e cada pixel representará na imagem através de um tom de cinza.

O tom de cinza do pixel dependerá do valor da atenuação promovida pelos voxels que representa.

Assim, os voxels que apresentarem coeficiente de atenuação linear maior absorverão uma maior parcela do feixe de radiação e serão representados em tons mais claros na imagem, e os que possuírem menor valor de coeficiente de atenuação linear absorverão uma menor parcela do feixe e aparecerão mais escuros. Através de um tratamento matemático (algoritmo), permite determinar a atenuação do feixe para cada voxel e converter esses dados em uma imagem em tons de cinza que varia do branco ao preto.

A imagem tomográfica resultante é um mapa em escala de cinza que está diretamente relacionada aos coeficientes de atenuação linear de cada tecido atravessado pela radiação.

A qualidade dessa imagem gerada em TC depende de vários parâmetros, tais como: a natureza dos raios X (qualidade), o tipo de detectores de raios X, o número de detectores, a velocidade de medições, os algoritmos utilizados para a determinação das atenuações individuais, para a reconstrução as imagem, etc.

Para que o processo funcione adequadamente, é necessário que o objeto permaneça imóvel durante todo o período de medições de atenuação do feixe pelos detectores nas diversas posições do conjunto tubo-detector em relação ao objeto, uma vez que é necessária a coleta de muitos dados para que os algoritmos computacionais possam obter os valores de atenuação promovida por cada voxel.

Os avanços tecnológicos permitiram a criação de novas gerações de aparelhos que apresentam, cada vez mais, imagens mais detalhadas e de melhor qualidade. A maior evolução no que se refere à qualidade dos aparelhos veio com a evolução dos tubos de raios X e dos detectores de radiação, que permitiram reduzir consideravelmente o tempo de aquisição de um corte e, conseqüentemente, o tempo total de varredura.

Aparelho de Raios-x (Arco Cirúrgico) “Arco em C”

Arco cAparelho irúrgico de raio-x tipo arco c, é um aparelho com emissão de radiações ionizantes do tipo raio-x, capacitado para radiografia e Fluoroscopia, composto por arco c montado sobre rodízios, gerador de raio-x, tubo de raio-x, colimador, unidade de comando, intensificador de imagem e sistema de TV com suporte móvel, com Subtração digital de imagens.Aparelho para aplicação em centro Cirúrgico, cirurgia vascular, ortopédica e exames de angiografia, possibilidade de fluoroscopia pulsada e continua e modo de Radiografia direta e digital, com ajuste de kv, ma, mas corrente vezes Tempo, seleção dos três tamanhos do campo de intensificador de imagens sendo que um dos campos deve ter diâmetro aproximado de 9 polegadas, seleção de fluoroscopia pulsada, continua e Manual, aquisição simples e seqüencial de imagens, ajuste de modo Radiográfico ou fluoroscopia, capacidade de congelamento da Ultima imagem, memória RAM com capacidade mínima de armazenamento de 8 imagens digitais, sistema dicom storage e print, Armazenamento e impressão, armazenamento e visualização de cine loop digital. Indicadores visuais com valor selecionado para ma, Valor selecionado para kv, valor selecionado mas corrente vezes Tempo, tempo de fluoroscopia, equipamento em operação.

Tubo de Raio x anodo giratório de no mínimo 10 kw/ 300 khu ou superior de Capacidade térmica, ou anodo fixo de no mínimo 2,5kw / 100 khu ou Superior de capacidade térmica; com foco duplo, com controle Automático, potencia, corrente e capacidade térmica de Aquecimento e resfriamento compatíveis com o gerador de raio x, Colimação filtragem total de raio x de, no mínimo, 2.5 mmal.

Intensificador de imagem com campo triplo, sendo o maior, com Dimensão mínima de 9 polegadas. Câmera de video do tipo ccd, resolução mínima de 525 linhas horizontais. 02 monitores de lcd dimensão mínima de 16 polegadas, definição e resolução mínima Compatível com câmera de video, monitoração simultânea da Imagem congelada em tempo real. Proteção térmica e de sobre Corrente para o tubo de raio-x, bloqueio de disparo para valores programados que excedem a potencia do tubo.

Características elétricas gerador de raio-x: tipo alta freqüência, com controle Microprocessador, tensão de saída máxima, de pelo menos 125 kv, Corrente de saída de pelo menos 80 ma para o modo radiografia, Compensação automática das flutuações da rede elétrica, tensão de alimentação 220 vac, freqüência de alimentação 60 hz, 01 cabo de Alimentação de 3 pinos fase, neutro e terra. Características mecânicas estrutura sobre rodízios com sistema de frenagem e pintura eletrostática anti-corrosiva, características do arco c Abertura mínima de 60cm, profundidade mínima de 50cm, Deslocamento horizontal mínimo de 20cm, deslocamento vertical 40cm, rotação orbital mínima 100 graus, rotação pivotante mínima: 360 graus, cabo disparador.

Acessórios 01programa software para Visualização , medições e cálculos vasculares, 01 programa Software de subtração digital de imagens em tempo real e Roadmapping, 03 três pares de protetores tubo raios-x, arco e Intensificador autoclavaveis, 01 suporte com capacidade para os Dois monitores com rodízios para locomoção dos equipamentos, 01 Video printer, para impressão de imagens de video, 01 hd com capacidade mínima de armazenamento de 5000 imagens, 01 gravador de cd ou dvd com capacidade para armazenar imagens estáticas e dinamicas em formato dicom, no mínimo, 01 teclado alfanumérico para inclusão de números e textos.

O que Significa Efeito Hormese ???

significa algum evento que é perigoso em altas doses, mas torna-sebenéfico em baixas doses. Os exemplos mais comuns são os elementos químicos presentes no corpo humano tais como Li, Cd, Se, radiação UV, que são essenciais ao nosso organismo porem se tornam letais se presentes em altas doses no nosso organismo. Os estudiosos que apoiam essa teoria acreditam que a Hormese vale para as radiações ionizantes. De acordo com essa teoria, em baixas doses, o sistema imunológico ficaria ativado. No entanto esses são apenas estudos epidemiológicos.

Exemplo: ( Dizem que as pessoas que vivem em Guarapari tem uma imunidade  maior a Certas Doenças e Vive mais.)

OBS: LEMBRANDO QUE NÃO SÃO ESTUDOS  COMPROVADOS .